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Projeto Madre Ecologia

por Universo Jatoba

Eu tinha lá meus 10 anos de idade quando aprendi uma linda música na escola. Tratava-se de uma composição de um primo do meu pai, o Augusto Jatobá, numa maravilhosa interpretação de Xangai. Era uma espécie de hino ecológico, que permanece viva na minha memória.

Matança – Jatobá

Cipó Caboclo tá subindo na virola
Chegou a hora do Pinheiro balançar
Sentir o cheiro do mato, da Imburana
Descansar, morrer de sono na sombra da Barriguda
De nada vale tanto esforço do meu canto
Pra nosso espanto tanta mata haja vão matar
Tal Mata Atlântica e a próxima Amazônica
Arvoredos seculares impossível replantar
Que triste sina teve o Cedro, nosso primo
Desde de menino que eu nem gosto de falar
Depois de tanto sofrimento seu destino
Virou tamborete, mesa, cadeira, balcão de bar
Quem por acaso ouviu falar da Sucupira
Parece até mentira que o Jacarandá
Antes de virar poltrona, porta, armário
Mora no dicionário, vida eterna, milenar

Quem hoje é vivo corre perigo
E os inimigos do verde dá sombra ao ar
Que se respira e a clorofila
Das matas virgens destruídas vão lembrar
Que quando chegar a hora
É certo que não demora
Não chame Nossa Senhora
Só quem pode nos salvar é

Caviúna, Cerejeira, Baraúna
Imbuia, Pau-d’arco, Solva
Juazeiro e Jatobá
Gonçalo-Alves, Paraíba, Itaúba
Louro, Ipê, Paracaúba
Peroba, Massaranduba
Carvalho, Mogno, Canela, Imbuzeiro
Catuaba, Janaúba, Aroeira, Araribá
Pau-Ferro, Angico, Amargoso, Gameleira
Andiroba, Copaíba, Pau-Brasil, Jequitibá

A música é, de fato, uma ferramenta fabulosa para disseminar os conceitos da educação ambiental e responsabilidade social. Neste ritmo, quero destacar o projeto Madre Ecologia , da  Escola Municipal de Educação Especial “Madre Cecília”, da Prefeitura Municipal de Taubaté, no interior de São Paulo.

São 25 alunos com necessidades educacionais especiais que passam a mensagem da conscientização ambiental através da música. “O projeto surgiu quando pensávamos em trabalhar os temas capitais da ecologia para nossos alunos, mas que não fossem pelos métodos tradicionais. Aí, eu propus que nós o fizéssemos através da música. O problema era encontrar músicas para tantos temas”, explica Ari Rangel, Coordenador de Arte do projeto.

Mas, o problema foi resolvido rapidamente. Segundo Ari, eles fizeram as músicas dentro do universo dos alunos, incorporando coreografia, capoeira e alguns ritmos folclóricos. “Montamos uma banda musical para as apresentações e o resultado foi “explosivo”. As pessoas, ao verem aqueles alunos especiais falando de conscientização ambiental, passaram a reconhecê-las também como protagonistas da própria causa, que é a sua inclusão social”, conta.

Eles têm um CD com 20 faixas e três vídeo clipes, que já foram exibidos, inclusive, no cinema da cidade, objetivando sempre a consciência para atitudes ambientalmente responsáveis. “Hoje acreditamos que eles já tenham se apresentado para pelos menos umas 30 mil pessoas, entre crianças de escolas, praças públicas, teatros, shoppings, empresas, seminários, entre outros”, diz ele.

De acordo com Ari, grande parte da motivação veio da recepção das crianças da rede regular de ensino, que interagem de maneira dinâmica quando os alunos se apresentam. “Atualmente, estamos trabalhando com o tema “lixo e cidadania”, através de shows e campanhas, e, em breve, vamos fazer o quarto vídeo clipe”, afirma.

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E se você também conhece algum exemplo de educação ambiental pelo Brasil, o Universo Jatobá está esperando a sua sugestão. Mande para cá!

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