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Intercâmbio voluntário

por Universo Jatoba

Os destinos mais procurados pelos brasileiros que desejam experiência internacional ainda são Canadá, Estados Unidos, Austrália e Inglaterra. Mas outros países começam a atrair nossos jovens na busca pela oportunidade de desenvolver um trabalho voluntário e  conhecer outra cultura. Este tipo de viagem cresceu quase 30% nos primeiros 3 meses deste ano, segundo a BEX Intercâmbio.

Raisa Flor, de 17 anos, é estudante de moda e passou 3 semanas em Calcutta, na Índia, em janeiro de 2012. Com ela, foram o pai e a irmã mais nova, que na época tinha 12 anos. “Meu pai achou que seria uma boa ideia para que eu e minha irmã  conhecêssemos uma realidade diferente. Trabalhamos com as Missionaries of Charity, uma instituiçao católica que ajuda crianças com deficiências mentais, abandonadas por seus pais”, afirma.

Raisa ajudava a lavar as roupas, cuidar das crianças, dar comida, colocá-las pra dormir, dar banho e incentivá-las a andar. “Eu costumava ajudar um menino chamado Sayan a andar e, conforme acompanhava seu progresso, me sentia realizada e orgulhosa dele e de mim! Era como se as conquistas dele fossem minhas”, completa.

Outra experiência interessante e intensa foi a de Luiz Eduardo Andrade, de 23 anos, estudante da Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais, e que está no final da graduação em Relações Internacionais. Ele já passou por 2 viagens promovidas pela organização estudantil da Universidade, que leva os alunos para vários lugares do mundo.

Em dezembro de 2011, Luiz Eduardo passou 3 meses em Jalandhar, no norte da Índia. “As maiores dificuldades foram com as questões culturais, comida e higiene”, relata. Ele e mais 3 brasileiros entregaram para a Cruz Vermelha um projeto de reinserção social para crianças surdas-mudas. “Esta viagem deixou um pouco a desejar em relação aos resultados práticos que eu esperava”, ressalta.

A segunda experiência ocorreu de dezembro de 2011 a março de 2012 em um campo de recepção de imigrantes e refugiados, em Debrecen, na Hungria. Durante este período, ele morou em um contêiner adaptado dentro do campo junto com outra brasileira. “A maioria das pessoas com quem eu convivi era do Afeganistão, da Somália, da Síria e do Kosovo”, explica.

Luiz Eduardo participou de vários projetos lá dentro como recreação para as crianças, ciclos de debates e também deu aulas de idiomas para os homens. “Passei por muitas situações marcantes. Vi deportações forçadas e mulheres sendo puxadas pelos cabelos, nunca vou esquecer”, diz.

O estudante conta que o trabalho voluntário fora do Brasil o fez aprender a lidar com as pessoas, a entender e a ouvir. “Um momento muito marcante e que fechou a viagem com chave de ouro foi quando um grande amigo, Mohamed, do Kuwait, de 28 anos, recebeu a permissão de refúgio exatamente no meu último dia”, conta. Segundo ele, lá é possível entender a real extensão dos problemas. Na despedida, Luiz Eduardo pediu aos amigos do campo de refugiados que deixassem mensagens registradas em um caderno, todas escritas no idioma de origem de cada um e esta é uma lembrança que ele guarda até hoje!

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