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Bazar colabora com comunidades da Amazônia

por Universo Jatoba

Decoração original e sustentável. Quem estiver em São Paulo, entre 27 e 30 de novembro, não pode deixar de visitar a 3ª edição do Design da Mata. Além de deixar a sua casa mais bonita, é possível colaborar com um projeto social em favor do artesanato de comunidades da Amazônia e da Mata Atlântica. Sem fins lucrativos e com a ideia de apoiar o desenvolvimento da arte e da cultura regional, o Bazar reúne peças que misturam arte, design e artesanato, produzidos a partir de matérias-primas naturais, com técnicas 100% manuais. A iniciativa é do quarteto formado por Mônica Barroso, coordenadora executiva do Núcleo Oikos, a artista plástica Graziela Pinto, já bem engajada em projetos sociais, a advogada Rosângela Marques e a designer Giovanna Luongo Lorenzetti.

“O valor arrecadado será todo revertido para remunerar os artesãos, cobrir os custos do evento e formar um caixa inicial para a realização da próxima edição. O principal objetivo é fortalecer o elo da comercialização da produção artesanal e sustentável de comunidades ribeirinhas, caiçaras e indígenas”, explica Mônica Barroso, do Núcleo Oikos, que tem como missão fortalecer os modos de vida coletivos, integrando geração de renda, expressão cultural e conservação ambiental.

Há produtos de fibra de tucumã, fibra de jacitara natural, palha de bananeira e outros materiais extraídos das florestas. Entre os itens à venda, merecem destaque as peças de decoração para toda a casa, como jogos de sousplat e cestarias de diversos tamanhos, além de acessórios, como bolas, pulseiras típicas, bijuterias e carteiras femininas. Tem também uma linha infantil com móbiles para bebês e brinquedos educativos. Os preços dos produtos variam de R$ 10 a R$ 500. A novidade deste ano é a participação de dois novos grupos de comunidades indígenas e ribeirinhas do Rio Negro (AM), complementando o Bazar com produtos que traduzem sua arte ancestral como cestarias, móveis de madeira e cerâmicas, além de produtos gastronômicos.

O número de produtores envolvidos já chega a 100.  Durante os dias do bazar, o público também poderá participar de palestras e oficinas, que abordarão diversos temas relacionados ao modo de vida das comunidades produtoras. “Ajudar a criar um mercado de consumo consciente significa investir em uma vida mais sustentável. Apoiar e investir na cultura popular dessas comunidades é resgatar nossas próprias raízes” afirma Graziela.

A ideia do bazar surgiu de um grupo de jovens de São Paulo formado por empresários e executivos com vivência urbana e visão de mercado empreendedora. Depois de uma viagem de ecoturismo de base comunitária à Amazônia, em outubro de 2011, seus integrantes decidiram colaborar com o desenvolvimento local e se engajaram rapidamente na iniciativa. “A viagem teve a intenção de abrir oportunidades de contribuição e a questão do artesanato chamou a atenção pelo grande potencial. Desse modo, vemos o bazar como uma retribuição pela forma como o grupo foi recebido na Amazônia e, mais do que isso, como uma semente que pode gerar diversos frutos em um futuro próximo”, ressalta Mônica.

O Bazar será de 27 a 30 de novembro, na Avenida Pedroso de Moraes, 1684, na Vila Madalena. O horário de funcionamento no dia 27 é das 17h às 21h; e nos dias 28, 29 e 30, das 12h às 21h. A entrada é franca.

Para saber mais, clique aqui.

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