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Reciclagem de papel moeda

por Universo Jatoba

Você já ouviu a expressão: “é louco, mas não rasga dinheiro”. Em se tratando de reciclagem, loucura é não rasgar o dinheiro. Eu explico: quando a cédula suja ou sofre algum dano, ela é retirada de circulação e vai direto para os aterros sanitários. Com a reciclagem, a cédula é triturada, tratada e pode virar vários produtos.

A Universidade de Brasília é pioneira no assunto. Os projetos de reciclagem do dindin começaram na década de 1970. “Em 1994, embalados pelo espírito da ainda pulsante ECO 92, fomos chamados pelo Banco Central de Brasília para falar sobre reciclagem de papel de escritório. A partir daí, surgiu o desafio de reciclar dinheiro. Naquele momento se avolumava o descarte do material pelas sucessivas mudanças da moeda”, explica a Professora Doutora Thérèse Hofmann, da UnB.

Mas havia um grande desafio pela frente: quebrar a cadeia de moléculas da resina que reveste o dinheiro e lhe dá resistência contra umidade. Depois de muita pesquisa, bravo! As cédulas descartadas pelo Banco Central viram papel novinho em folha pelas mãos dos estudiosos.

De acordo com Thérèse, o objetivo é conseguir recursos para viabilizar um centro de produção regular de reaproveitamento dos resíduos. “O reaproveitamento desse dinheiro descartado pode gerar renda para pessoas em condições de vulnerabilidade social. Só em Brasília, são 2 toneladas de matéria jogadas fora por mês”, diz.

Ao mestre com carinho

Érica Cabral entendeu a mensagem da mestra. Ela é aluna de graduação em artes da UnB e apresentou um projeto que usa as cédulas descartadas em fragmentos para fazer um trabalho lindo de colagem! Veja as imagens ali em cima!

Em Belém, uma pesquisa já em fase de conclusão quer produzir adubo orgânico – processo de compostagem – a partir dos resíduos de vegetais misturados com cédulas trituradas. Essas iniciativas dão valor ao nosso dinheirinho suado. Um valor que vai além do poder de consumo. Reconhece o trato do meio ambiente e o trabalho digno de milhares de pessoas.

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