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Milhares de origamis para alertar sobre a morte anual de 35 mil elefantes

por Universo Jatoba

Origamis podem ajudar a combater a morte indiscriminada de elefantes africanos. A ong de conservação ambiental WCS (Wildlife Conservation Society, ou Associação Conservação da Vida Silvestre, em português), escolheu esta forma lúdica e criativa para fazer um alerta mundial sobre a matança desses animais. A cada ano, 35 mil deles são mortos para que suas presas sejam retiradas e vendidas em comércio ilegal.

A WCS, organização não-governamental presente em mais de 40 países, está pedindo a ajuda de cidadãos de todos os países para chamar a atenção para o problema, fazendo 35 mil origamis de elefantes (mesmo número de animais mortos). A meta é quebrar o recorde reconhecido pelo livro dos recordes Guiness, que atualmente é de 33.764 elefantes de origami.

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Qualquer pessoa pode fazer um elefante de origami. No site http://migre.me/uLnIK  há instruções de como fazê-lo. Quem quiser participar, pode mandar o origami até 16 de setembro para Rachel Libretti – Wildlife Conservation Society, no endereço: 2300 Southern Boulevard, Bronx, NY 10460.

Matança indiscriminada

O número de elefantes africanos diminuiu de 1,2 milhão em 1980 para 420 mil em 2012. O auge do comércio ilegal de marfim, na década de 1980, foi desastroso para a espécie. Em 1989, o mundo reconheceu a crise e baniu o comércio. A matança diminuiu, mas apenas temporariamente. ​Tentativas políticas de enfraquecer a proibição, guerras na África Central e mercados de marfim no leste da Ásia, ​onde existe uma crescente classe média​, continuam sendo fortes ameaças à sobrevivência dos elefantes africanos.​   A maior parte do marfim comercializada acaba sendo usada para fazer joias de pequeno valor, talheres para comida japonesa, marcadores de livros e peças de arte. Os maiores mercados para o marfim são China e Hong Kong, Estados Unidos, Tailândia, Egito, Alemanha, Nigéria, Zimbábue, Sudão, Etiópia e Japão.

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Poucas pessoas caçam elefantes para subsistência. ​Na maioria das vezes, os caçadores tem motiv​ações​ comerciais e ​possuem armamento pesado. Muitos usam até helicópteros, óculos de visão noturna e GPS. ​Além disso, ​o comércio do marfim ajuda a financiar operações militares de grupos terroristas famosos. Atualmente, gangues comercializam toneladas de presas de elefantes para mercados a milhares de quilômetros de distância. Há muitos anos a WCS trabalha na proteção de elefantes em oito das mais importantes áreas de conservação da África. Recentemente, a WCS lançou programas de proteção ​desses animais ​em quatro países: Parque Nacional Ivindo, no Gabão; Reserva de Fauna Okapi, na República Democrática do Congo; Parque Nacional Katavi, na Tanzânia, e Reserva Nacional Niassa, em Moçambique. Apenas esses quatro locais abrigam 44 mil elefantes.

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