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Exploração do babaçu

por Universo Jatoba

O Estado do Piauí acaba de investir cerca de R$ 500 mil em equipamentos para estudar a fundo as propriedades do óleo do babaçu.  E fez muito bem, já que o óleo é versátil e polivalente: vira biocombustível, lubrificante, sabão e cosméticos. Aliás, essa palmeira é toda boa!  Tem mais de 60 utilidades. A folha, por exemplo, pode se transformar em telhado ou artesanato. O caule, em adubo e estrutura de construção. Do fruto do babaçu, peças de design.

No Brasil, cerca de 400 mil pessoas sobrevivem da exploração do babaçu! Mesmo sendo fonte de renda para tanta gente,  é uma atividade ameaçada constantemente. Segundo Izabel Cristina da Silva, especialista em análise ambiental pela UNIR/UNESCO e educadora ambiental na Secretaria de Meio Ambiente de Porto Velho,  pecuaristas vivem tentando acabar com ela para garantir pastos para seus animais. “Para os pecuaristas na Amazônia, o babaçu é uma praga, mas para as populações ribeirinhas é ouro verde. Uma palmeira com 64 utilidades não pode ser devastada, derrubada e queimada pelo homem”, complementou.

Um estudo feito por Izabel Cristina mostra que faltam políticas públicas para atender não só às populações que tiram do babaçu o seu sustento, mas para preservar o meio ambiente.

A pesquisa, que preza pela importância da sustentabilidade do meio ambiente e dos povos ribeirinhos, também mostra que falta investimento na própria técnica de artesanato, prática incentivada e estudada pela educadora ambiental.

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