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Conheça a maior revolução na construção civil desde a invenção do concreto armado

por Ivana Jatoba

“A descoberta do DNA representou uma revolução nas ciências biológicas, assim como o uso do BIM representa uma revolução da informação na construção civil”. Li essa afirmação numa revista técnica da área e resolvi conhecer melhor o que este sistema significa para quem trabalha com projetos e obras civis. A comparação, a princípio, pode ser impactante, mas tomando ciência do que o BIM realmente consiste, vi que a afirmação procede.

Você pode estar se perguntando: o que é BIM? Como é usado? Quais as contribuições para uma obra sustentável? Então eu vou explicar em linhas gerais para que todos (da área de construções ou não) tenham uma noção e não fiquem mais por fora da maior revolução na construção civil desde a invenção do concreto armado, como alguns se referem.

O BIM (sigla no inglês das iniciais de Building Information Modeling) é um programa de computador que oferece muito mais que uma forma nova de desenhar ou planejar. Não é como o AutoCAD nem como o MS Project. Quem usa o BIM para construir não gasta muito tempo elaborando o projeto (depois levantamento quantitativos, depois orçamento, depois planejamento etc).

O BIM permite que todas essas fases sejam feitas quase que simultaneamente. Com isso, sobra mais tempo para analisar a obra como um todo, levando em conta os impactos que serão gerados no setor financeiro, no prazo, na logística, no meio ambiente e em outras áreas, minimizando os imprevistos. Assim, as chances de se edificar um empreendimento muito mais próximo do que foi concebido são bem maiores. A teoria e a prática ficam muito semelhantes.

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Por exemplo, digamos que no projeto hidráulico de um edifício, um determinado tubo esteja passando por uma viga. O BIM aponta a incoerência automaticamente, evitando posteriores contratempos. É que esta ferramenta permite que os diversos projetos de um empreendimento “conversem” entre si e evite erros que muitas vezes só são perceptíveis quando da execução da obra.

Outra possibilidade é a inclusão de modificações depois dos projetos prontos, sem que isso seja considerado uma correção e demande tempo para retificação. O BIM está ali justamente para responder quais os impactos decorrentes das mudanças. Assim, se eu quero acrescentar mais uma porta a um vão ou tirar uma janela que achei ser desnecessária, o sistema já me indica quantos blocos, tinta, porta, argamassa, etc. eu terei que usar por conta dessa nova ideia. Daí eu já vejo o impacto no orçamento e no cronograma antes de tomar as decisões. Menos tempo fazendo contas, mais tempo pensando e analisando o projeto. É isso que o bom profissional faz.

Fica complicado falar do BIM apenas num texto. Para quem se interessou, aconselho uma pesquisa mais apurada sobre o tema. Mas de antemão eu afirmo que o uso desta Inovação (com “I” maiúsculo) veio para ficar, que já é bastante difundida e utilizada na Europa e nos EUA e que é um caminho sem volta. Quem ignorar a força desta tendência e insistir no tradicional ficará obsoleto. Corra!

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