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Saiba tudo sobre a pré-eclâmpsia

por Dr. Thomas Moscovitz

Se houvesse uma lista com as principais preocupações das gestantes, certamente a pré-eclâmpsia estaria no topo dela. Esta condição se dá pelo aumento excessivo da pressão arterial da futura mãe. Ela afeta cerca de 8,5 milhões de mulheres todos os anos e é responsável por 15% dos partos prematuros.

Geralmente, o diagnóstico é feito na 20ª semana de gestação, quando os sintomas ficam mais evidentes. Dores de cabeça, inchaço em várias partes do corpo e visão turva são alguns deles. Além da oscilação da pressão arterial, é claro.

Fatores que levam a pré-eclâmpsia

Assim como em outros casos, existem fatores que contribuem para o agravamento de algumas enfermidades. No caso da pré-eclâmpsia, os que se destacam são:

– Primeira gestação;
– Gestação na adolescência ou acima dos 40 anos;
– Doença renal ou pressão arterial elevada;
– Obesidade anterior ou durante a gravidez;
– Problemas do sistema circulatório;
– Gravidez gemelar (de dois ou mais fetos);
– Tabagismo;
– Tendência genética.

Exames preventivos

Caso o médico suspeite que a paciente tenha desenvolvido a doença, ele pedirá uma série de exames como:

– Exame de proteína (proteinúria) 24 ou 48 horas. Ou seja, toda a urina do período de 24 ou 48 horas e a quantidade vai determinar se está ou não normal para o organismo da gestante;
– Plaquetas (o normal é acima de 250 ml);
– Ureia;
– Sódio;
– Potássio;

É provável que o ultrassom de Doppler de placenta – que verifica o fluxo sanguíneo da placenta para o bebê – também seja pedido com frequência. O exame poderá identificar ainda, algum tipo de fissura nas artérias do útero devido ao aumento excessivo da pressão.

Teste ajuda no diagnóstico precoce

Atualmente, existe um exame disponível no mercado de biomarcadores para pré-eclâmpsia (sFlT-1/PlGF). O procedimento consiste em um exame de sangue simples, que não necessita de preparo e nem estar de jejum. Porém, por ser um exame ainda recente no país, a maioria dos planos de saúde não cobre, assim como o SUS (Sistema Único de Saúde) também não disponibiliza. Neste caso, a paciente terá que pagar por ele. O preço custa em média R$ 450,00.

Este teste é indicado para gestantes a partir do 7º mês de gestação, pois, como citei acima, a doença é mais comum neste período. Ele reduz as antecipações desnecessárias de parto, o número de dias de internação e intensifica o monitoramento da doença para que ela não evolua para a eclampsia.

Prevenção

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A melhor forma de prevenir que a pré-eclâmpsia não evolua para uma eclâmpsia é um acompanhamento pré-natal criterioso. O repouso, uma dieta com pouco sal e medição arterial frequente também são essenciais.

Recomendações

Por fim, separei algumas recomendações para as futuras mães seguirem à risca:

– Vá ao ginecologista antes de engravidar para avaliação clínica e início da administração de ácido fólico;
– Vá a todas as consultas previstas no pré-natal e siga rigorosamente as recomendações médicas;
– Qualquer descuido e a ausência de sintomas podem fazer com que uma forma leve de pré-eclâmpsia evolua com complicações;
– Faça exercícios físicos compatíveis com a fase da gestação e suas condições orgânicas no momento;
– Reduza a quantidade de sal nas refeições, não fume e suspenda a ingestão de álcool durante a gravidez.

Cuide de você e do seu bebê.

Dr. Thomas Moscovitz – Doutor pela Faculdade de Medicina da USP. Especialista em: Ginecologia – Obstetrícia – Videolaparoscopia – Videohisteroscopia. Assistente Voluntário do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Médico Ginecologista na Granmedic.

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