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Como o seu filho se alimenta entre o almoço e o jantar?

por Universo Jatoba

Um dos maiores desafios de quem tem criança em casa é manter uma alimentação saudável. Estou errada? Estudos mostram que o prazer associado ao consumo alimentar permanece como um dos principais motivos para a escolha dos alimentos pelos pais. 

Apenas 18,7% e 26,7% das crianças realizam os lanches da manhã e da tarde respectivamente. Esses dados foram coletados no estudo “Lanches intermediários de crianças e adolescentes brasileiros: participação dos alimentos e razões para o consumo”, elaborado pela Nutróloga e Pesquisadora Priscila Maximino e pela Doutora em Ciências da Saúde, Paula Martins Horta.

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Mas, o que eles comem?

A realização dos lanches intermediários tem aumentado entre indivíduos de 2 a 18 anos nos últimos 30 anos, porém são alimentos e bebidas ricos em energia e pobres em nutrientes.

De acordo com o estudo, no lanche da manhã a alimentação das crianças tem maior participação das frutas (27,6%) e dos produtos lácteos (21,9%). Já no lanche da tarde, os derivados do leite são os mais encontrados (24,1%), enquanto pães, biscoitos, bolos e cereais representaram 19,5%, seguidos pelos produtos ricos em açúcares e gorduras com 17,4%.

No lanche da manhã constatou-se uma maior preocupação em não oferecer produtos ricos em açúcares e gorduras, que de acordo com as mães são associados ao melhor sabor e prazer da criança, mas sem a inclusão de frutas, reconhecidas como alimentos saudáveis. No lanche da tarde, por sua vez, os produtos ricos em açúcares e gorduras foram ofertados em maior frequência, com a justificativa de garantirem prazer.

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Pais e filhos

As recentes investigações têm mostrado que segundo os pais, os conceitos de prazer e alimentação saudável são excludentes. Fato é que à medida que a criança cresce, torna-se mais autônoma e os pais passam a exercer menor controle sobre como se alimenta.

O fator econômico também influencia. O estudo sugere que, em famílias mais ricas, mesmo com a disponibilidade maior de alimentos, as crianças ainda preferem as opções menos saudáveis. Há pesquisas que confirmam que as maiores prevalências de excesso de peso são verificadas entre crianças de famílias de maior poder aquisitivo no Brasil.

O estudo foi realizado a partir de relatos de mães. A amostragem foi de 150 mães de crianças entre 01 e 12 anos de idade, de junho e julho de 2012. A maior parte (68%) residente na região sudeste, com participação igualitária das faixas etárias 1-3 anos, 4-6 anos e 7-12 anos. Houve maior participação (54%) das classes sociais C+D.

Como é a alimentação do seu filho? Compartilhe comigo.

Fotos: Thinkstock

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