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9 dicas sobre a relação do anticoncepcional com a fertilidade

por Universo Jatoba

Mais do que prevenir uma gravidez indesejada, o uso da pílula anticoncepcional ajuda a regular a menstruação, mas também traz uma série de dúvidas sobre fertilidade da mulher, principalmente quando ela começa a pensar na maternidade. Esse é o seu caso?

O Universo Jatobá conversou com o ginecologista Dr. Renato de Oliveira, especialista em Reprodução Humana da Criogênesis, sobre a ação do medicamento no funcionamento do sistema reprodutivo feminino e esclarecer tudo o que você, futura mamãe, deseja saber sobre o assunto.

1 – Os contraceptivos orais influenciam na fertilidade?

Provavelmente, não. Há uma carência de estudos para entender se pacientes inférteis – que tentam gravidez por mais de uma ano sem o uso de nenhum método contraceptivo – estariam nesta condição pelo uso da pílula. No entanto, sabe-se que, principalmente a idade, além de alguns hábitos, impactam a fertilidade.

2 – Para quem sofre de ovário policístico, tomar contraceptivos orais funciona como tratamento para a fertilidade?

Não. Ter ovário policístico não significa, necessariamente, ter a síndrome dos ovários policísticos. Além disso, o contraceptivo oral é considerado a primeira linha de tratamento para quem não deseja gravidez. Já para quem deseja engravidar, o uso prévio para estimulação da ovulação é controverso. Acredita-se que poderia reduzir o nível dos hormônios masculinos na mulher, além de equilibrar outros hormônios como o FSH e o LH. Isto melhoraria o resultado da estimulação ovariana, mas são escassos os conhecimentos na melhora da taxa de gravidez.

3 – O uso da pílula por muito tempo interfere na fertilidade?

Sim. Um dos poucos estudos nacionais sobre o assunto evidenciou que o uso de pílula anticoncepcional, a partir do segundo ano, apresenta um aumento no prazo para engravidar, quando comparado aos grupos sem uso de anticoncepcional e ao grupo que o usou por até um ano. Porém, deve-se ressaltar que o uso da pílula por longo tempo pode postergar um pouco a gravidez e não tornar a paciente incapaz de engravidar.

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4 – Tomar anticoncepcional sem saber que está grávida faz mal ao bebê?

Não. A pílula contém progesterona, hormônio que ajuda a manter a placenta. O que pode ocorrer é um pequeno sangramento, que geralmente é confundido com a menstruação, fazendo com que a mulher não perceba a gravidez logo de início.

5 – É possível engravidar nos 7 dias de intervalo entre uma cartela e outra?

Não. Desde que a mulher tenha feito o uso correto, não existe nenhum momento fértil para que possa surgir uma gravidez.

6 – O anticoncepcional pode mascarar problemas que realmente causam infertilidade?

Sim. O fato de a pílula anticoncepcional, geralmente, permitir ciclos menstruais regulares, postergaria a descoberta de outras causas de infertilidade assim que a paciente desejar a gravidez.

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7- O uso da “pílula do dia seguinte” pode interferir na fertilidade?

Depende. O uso abusivo da pílula do dia seguinte pode levar a distúrbios hormonais relacionados à infertilidade. Vale ressaltar que o uso é indicado apenas em casos de emergenciais.

8 – É normal a menstruação atrasar após a suspensão do uso de anticoncepcional?

Não. Os efeitos dos contraceptivos orais são reversíveis e, se a paciente não tiver nenhum outro problema, retomará ciclos regulares e a possibilidade de fertilidade. Obviamente, há exceções e pode ocorrer atraso em alguns casos.

9 – O anticoncepcional pode falhar?

Sim. Não existe nenhum método 100% e as chances de falhar aumentam se a mulher tiver náuseas e vômitos, diarreia, tomar bebida alcoólica, esquecer ou tomar fora do horário. Alguns antibióticos, antidepressivos e antiretrovirais também podem cortar o efeito do anticoncepcional.

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