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Você tem escoliose?

por Giana Ramos

Escoliose parece uma doença muito ruim, não é? E realmente é, porém seus sintomas são imperceptíveis, o que a torna pior ainda. E seu período de tratamento é curto, deve ser feito na adolescência, depois o que conseguimos fazer é amenizar as dores e alterações. Vamos descobrir mais sobre essa patologia na coluna!

O que é?
Trata-se de uma curvatura lateral da coluna vertebral, que pode ser única ou múltipla e fixa (devido à deformidade muscular) ou móvel (devido à contração muscular desigual). Quando olhamos uma pessoa de frente ou de costas a coluna deve estar reta, com os dois lados simétricos. Na escoliose isso não acontece.

Escoliose

Causa?
Existem algumas subdivisões na origem da escoliose.

1- Idiopática: Em 70% dos casos ela tem uma origem definida. Muitos acreditam ser por carregar peso de forma incorreta ou má postura, mas não existe uma comprovação científica embasando essa teoria. Comumente aparece na infância, mas também pode ocorrer em outras fases da vida.
2- Congênita: Essa é facilmente detectável e normalmente seu diagnóstico acontece antes dos cinco anos de idade. Ocorre um problema na formação dos ossos da coluna vertebral ou fusão da coluna durante o período intrauterino.
3- Neuromuscular: Vem associada a uma patologia neurológica como paralisia cerebral, distrofia muscular, espinha bífida, entre outras.

Diagnóstico?
O diagnóstico é clínico com a avaliação de um fisioterapeuta ou médico associado a exames de imagens, para classificação da escoliose e mensuração dos ângulos das curvaturas. Para classificá-la usamos o ângulo de Cobb, com ele conseguimos quantificar a escoliose e assim direcionar o melhor tratamento. As escolioses menores de 10º são consideradas normais e não requerem tratamento.
– Escoliose leve: menos de 20º.
– Escoliose moderada: de 20 a 40º.
– Escoliose grave: de 40 a 50º ou mais.

Tratamento
O tratamento da escoliose depende de alguns fatores:
– Idade (quanto mais precoce, mais otimistas são os resultados).
– Flexibilidade.
– Angulação da curvatura.

• Escoliose leve: Reeducação postural global (RPG), fisioterapia, pilates e tratamento com palmilhas e calços.
• Escoliose moderada: todos os recursos usados em uma escoliose leve, mais coletes para correção postural.
• Escoliose grave: cirurgia e todos os recursos conservadores para aumentar a força da musculatura do tronco.

Independente do tratamento, o mais importante é o diagnóstico precoce. Então, procure um profissional para realizar uma avaliação postural, fique atento à sua postura quando estiver na frente do espelho, perceba se seus ombros e quadris estão alinhados. Repasse esse texto para seus colegas, pois uma criança com escoliose tem grandes chances de êxito no tratamento. Qualquer dúvida entre em contato: gianaramos@yahoo.com.br ou pelo telefone: (11) 3464-0060.
Até a próxima!

Dra. Giana Ramos é graduada em fisioterapia (São Camilo – SP), Especialista em ortopedia e traumatologia (Santa Casa – SP), Especialista em Docência no ensino superior (SENAC – SP). Formação em Reeducação Postural Global e Auriculoterapia – (FENAFITO – SP). Professora do curso de formação de cuidadores de idosos (SENAC – SP), empresária do Centro de Atendimento Especializado (CAESP SAÚDE), gestora do programa de qualidade de vida na terceira idade da Vila Maria Zélia – Belenzinho – SP. Giana Ramos escreve às terças-feiras no Universo Jatobá.

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