CARTAZ DO EVENTO DO DIA 13 PARA IMPRESSÃO

Você está pronto para se libertar das correntes e sair da caverna?

por Giuliana Baretta

Essa semana, vou usar uma história escrita por um grande filosofo para contextualizar comportamentos. Platão descreveu vários diálogos (método de ensino que aprendeu com Sócrates), mas o meu favorito é o que traz a história da caverna, que inclusive, aprendi no meu primeiro semestre da faculdade.

A história narra a vida de alguns homens que nasceram e cresceram dentro de uma caverna e ficavam voltados para o fundo dela. Ali contemplavam uma réstia de luz que refletia sombras no fundo da parede. Esse era o seu mundo. Certo dia, um dos habitantes resolveu voltar-se para o lado de fora da caverna e logo ficou cego devido à claridade da luz.

E, aos poucos, vislumbrou outro mundo com natureza, cores, “imagens” diferentes do que estava acostumado a “ver”. Voltou para a caverna para narrar o fato aos seus amigos, mas eles não acreditaram nele e revoltados com a “mentira” o mataram.

Platão foi talvez o prisioneiro que se libertou e voltou para nos falar acerca do mundo real. Seja como for, ele deixa bem claro que também nós podemos nos libertar, que o sol e o mundo verdadeiro nos aguardam lá fora. Se empregarmos as palavras amor e medo, medo será a escuridão e o amor, a luz.

Não sei se Platão usou esses termos, mas estou certa de que concordaria com a minha metáfora. O medo é a prisão (caverna) e o amor é a libertação (do mundo exterior). O herói que fugiu da caverna não saiu dali da mesma forma que o freguês sai do restaurante depois de comer. Estava acorrentado a sua concepção de mundo.

Se escapar fosse fácil, outros teriam feito o mesmo. Mas só um prisioneiro teve a intenção e a coragem de se libertar. Se a história de Platão lhe diz alguma coisa – se anseia por um mundo mais vasto, mais brilhante, mais livre, mais significativo -, é porque também vive acorrentado, do contrário já teria fugido da caverna há muito tempo.

O herói de Platão estava preso. E você? Grilhões o imobilizam com tanta força que não consegue escapar das experiências conhecidas? É provável até que antes de conhecer a alegoria da caverna, nem tenha considerado a possibilidade de haver um mundo maior, mais livre, mais vibrante!

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Como você escapará se não consegue ver os grilhões, mas apenas as consequências desses grilhões? Suponha, por exemplo, que descobriu isto: quando alguém lhe fala com grosseria, você sempre fica ofendido. Liga os pontos entre sua experiência mais recente de humilhação e a anterior, e a anterior, e a anterior a esta, e assim por diante, até onde consiga lembrar-se.

Em cada caso, a pessoa que o ofendeu foi diferente, mas a experiência foi a mesma. Você está preso a uma experiência repetitiva, acorrentado de tal maneira que pode relembrá-la a qualquer tempo. Mas a corrente, você não vê.

Imagine-se ficando impaciente, vingativo, irritado não uma vez, mas muitas vezes. Todos nós temos experiências desagradáveis que se repetem de modo indefinido. Sempre que uma delas ocorre, pensamos poder anulá-la mudando a pessoa ou a circunstância que a provocou.

Depois de algum tempo, porém, você fará uma importante descoberta: as sensações desagradáveis ressurgem, mas as causas mudam com frequência. O comportamento é previsível – aí estão suas correntes! Quando você responsabiliza a esposa, o amigo, o patrão ou o Universo pela raiva, pelo ciúme ou por qualquer outra experiência, está preso no fundo da caverna.

Para enfrentar a claridade e ver o mundo, é necessário romper hábitos já enraizados, como o de julgar a si mesmo e aos outros, e cultivar novas intenções e comportamentos. Implica ver a raiva, o medo, o ciúme, o ódio etc. como uma situação que se ativa sob certas circunstancias e que você pode extinguir em vez de considerá-la uma característica impossível de eliminar.

Sempre que preferir responder a reagir, criar a destruir, responsabilizar-se por consequências que deseja para a sua vida, gerar saúde e alegria em vez de dor e disfunção, a luz vai ficando cada vez mais clara e real. É a única maneira de sair da caverna.

Giuliana Baretta formou-se bacharel em Administração (Mackenzie). Sempre se considerou uma incentivadora e busca provocar nas pessoas autoconhecimento, equilíbrio e expansão emocional. Formou-se pela Sociedade Brasileira de Coaching, em São Paulo, tornando-se uma Pessoal & Professional Coach. Antes de se dedicar exclusivamente ao Coaching e ao Empreendedorismo, atuou no mundo corporativo, na área de Desenvolvimento Humano, tanto em empresas nacionais como em multinacionais. Com interesse em desenvolver o ser humano em sua forma integral, foca sua atuação em desmistificar crenças limitantes e paradigmas que impactam a forma das pessoas verem o mundo e a si mesmo.

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