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Sistema Construtivo “Steel Frame”

por Ivana Jatoba

A crise hídrica no Brasil vem mudando os hábitos das famílias, das empresas, da sociedade no âmbito público e privado e também nas indústrias. Poupar água é a ordem do momento e na indústria da construção civil não poderia ser diferente. Por isso os sistemas de construção a seco estão ganhando espaço no mercado. Um deles, em especial, já consolidado mundialmente, é o sistema “light steel frame” (LSF), formado por perfis de aço galvanizado e sistema de vedação composto de placas cimentícias, em fibrocimento, em OSB revestida com siding vinilico ou cimentício.

Projetado para suportar as cargas da edificação, o sistema LSF é composto de vigas, painéis, tesouras de telhado e outros elementos que formam um esqueleto autoportante revestido de forma a seguir os princípios multi-camada de isolamento termo-acústico, que consiste em combinar placas leves de fechamento, formando um espaço entre as mesmas, preenchidos por material isolante (lã de PET, lã de rocha ou lã de vidro são os mais utilizados no sistema porém, podem ser de outros materiais como o EPS, poliuretano, etc). Os perfis de aço mais usuais tem 0,80mm, 0,95mm e 1,25mm de espessura nominal, o que garante bastante leveza na edificação, tanto é que uma casa construida com este método é em média 70% mais leve que uma casa edificada nos moldes tradicionais, mas nem por isso menos resistente.

Outras vantagens do sistema LSF podem ser traduzidas: na sua versatilidade, o que permite sua utilização em diversos projetos arquitetônicos; na alta resistência a vendavais e terremotos; no encurtamento do cronograma da obra; na não geração de entulhos; na longa vida útil da construção (em torno de 200 anos); na instalação simples e rápida dos elementos hidráulicos e elétricos; no bom acabamento; na resistência à ação de ventos, água e umidade; na propiciação de reforma sem quebra-quebra; na adaptabilidade do sistema em ambientes perto de praia (o sistema dispõe de aço galvanizado com 180g/m² de liga de zinco para ambientes não marinhos e com 275 g/m² de liga de zinco para ambientes marinhos) e, para finalizar, na sustentabilidade, já que o aço usado é reciclável e utiliza-se água apenas na fundação da edificação..

As desvantagens do sistema steel framing se resumem no custo, ainda alto se comparado com o sistema construtivo tradicional (se bem que, quantificando a redução de água e de tempo para a obra ficar pronta, é provável que a relação custo x benefício seja compensadora), na resistência das pessoas em relação ao que é novo, pois muitos ainda tem a falsa ideia de que durável e segura é uma casa de de bloco e de concreto, e na mão de obra que precisa ser qualificada para a montagem do esqueleto estrutural e das placas.

Se você se interessou por esta tecnologia construtiva, verifique na internet as ofertas disponíveis no mercado. Páginas como www.micurasteelframe.com.br, www.steelframe.eng.br , www.lpbrasil.com.br , e www.360construtora.com.br, dentre outras, oferecem produtos e serviços voltados para este fim e para quem quer deixar o tradicionalismo de lado e experimentar mais esta novidade sustentável. Está preparado (a)?

Ivana Jatobá é Engenheira Civil graduada na Universidade Católica do Salvador, especializada em Gerenciamento da Construção Civil pela Universidade Estadual de Feira de Santana, Bahia e Mestre em Gerenciamento de Engenharia Ambiental pela University of Technology, Sydney, Austrália. Atua como consultora em implantação de sistema de qualidade ISO 9001 e Meio Ambiente ISO 14000 em canteiros de obras.

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