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O que fica das viagens

por Dennis Salim

Já percebeu que basicamente lembranças de viagens referem-se à Arquitetura?!

-Viu aquele monumento? – Visitou o Coliseu? – Foi no Louvre, né? – Andou na Champs, claro? – Passeou na Regent Strett? Lógico!  – Não foi ao Grand Bazar em Istambul? Tá lôco??  – Nossa já pensou ver um show no Teatro Grego de Taormina?

Aliás, pausa na coluna. Olha só, poucas coisas deveriam ganhar o selo de sustentabilidade, como a arquitetura Greco-Romana. Claro, horrível coisa e tal, a utilização de mão de obra escrava na base da Arquitetura Grega Antiga, mas isto é História…

Voltando, não é à toa. As lembranças de nossa mente apegam-se ao que é mais caro na evolução humana, o que mais a representa. A proteção das intempéries. Seja lá para o que o ser humano for fazer, ela está lá: a arquitetura!

Ela tem o poder de dissuadir, seduzir, intimidar e embasbacar. Trás lembranças caras a todos nós, de Pessoas, principalmente, aquelas que vivenciaram junto conosco o primeiro olhar, o primeiro contato. Passamos a dividir visceralmente o impacto, que uma imagem como esta, a da foto, provoca emocionalmente.

Peças foram encenadas aí, no início do que veio a se chamar espetáculo da vida, a paródia do ser humano, vivendo e interagindo em sociedade. A responsabilidade de quem detém a lapiseira ou o mouse, sei lá, na hora de infringir-nos mais um prédião envidraçado é brutal! Tá louco! Arquitetura é para acolher, não para refletir, aliás é para refletir, sim, o que temos de melhor e, geralmente, isto não está ligado ao espelho.

 

Dennis Salim é arquiteto e urbanista, atua na área de arquitetura de interiores. Ministrou cursos de cenografia e atuou como cenógrafo e diretor de teatro.

Dennis Salim escreve às terças-feiras aqui no Universo Jatobá.

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