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Grifes e a sustentabilidade

por Dennis Salim

Exceto as cadeiras de grife, todo o restante é puro e sustentável improviso. Casualmente arranjados, os móveis e adereços nos remetem a um “estranho” bem estar natural.

Claro! Sol e malemolência, qual ser que anda não gostaria de estar aí. Hotéis design que carregam as estrelas das grandes grifes já entenderam o recado. Produzem seus resorts em paraísos escondidos e integram em seus projetos os materiais disponíveis dos locais onde serão implantados. E, assim simples, promovem economia de energia em transportes, bem como, aproveitamento de mão de obra local.

Quanto mais nos aproximamos do status quo “chic”, paradoxalmente nos afastamos das cidades,  dos maniqueísmos de sua forma viciada e dispendiosa de produção e do brilho de suas luzes artificiais.

Está aí para quem quiser ver, Bulgari/Versace não deixam dúvidas. Precisamos voltar à foto.  Não é o máximo as bases dos futons executadas em madeira reaproveitada? Bem como os próprios futons feitos com recortes de tecidos de materiais recicláveis?

A desfaçatez com que um guarda-sol foi improvisado, com tecidos literalmente dependurados, tornam estar aí um momento único.

Chegou aonde quero: há muito e somente não havíamos parado para pensar que o que é sofisticado é também verdadeiramente produzido de forma simples e criativa. Penso que esta forma de projetar é chic e necessária.

 

Dennis Salim é arquiteto e urbanista, atua na área de arquitetura de interiores. Ministrou cursos de cenografia e atuou como cenógrafo e diretor de teatro.

Dennis Salim escreve às terças-feiras aqui no Universo Jatobá.

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