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As vantagens do parto normal

por Dr. Thomas Moscovitz

Se você tem dúvidas se o parto normal tem vantagens sobre o parto cesárea, a resposta é: muitas. O corpo da mulher, na verdade, já é preparado para que o bebê saia naturalmente, em seu tempo certo.

Portanto, é fato que, neste caso, a mulher possua uma rápida recuperação, com menores chances de infecções ou complicações e o útero volta ao seu tamanho normal ligeiramente.

Já para o bebê, chegar ao mundo desta forma tão natural diminuirá seu desconforto respiratório, além de já poder ficar juntinho da mamãe e estar mais ativo.

Apesar das “famosas” dores das contrações e do momento do parto – como muitas mulheres dizem – atualmente, existem técnicas que aliviam este desconforto; algo que deixou de ser feito é a lavagem intestinal e a raspagem dos pelos pubianos, procedimentos comuns antigamente.

As contrações indicam que o bebê já está na posição correta e no tempo ideal de nascer, mas atenção: durante a gravidez a mulher pode ter vários episódios de contrações, porém, nem todas as contrações representam o início do trabalho de parto.

Agora, se a mulher tiver contrações intensas, frequentes e ritmadas, principalmente entre as 34 e as 36 semanas de gestação, é porque o bebê está prontinho para chegar ao mundo.

O médico vai avaliar a dilatação do colo do útero, aferir a temperatura corporal, a pressão arterial e a frequência cardíaca do bebê. Se estiver tudo tranquilo e o colo do útero completamente dilatado, as paredes do útero pressionarão o bebê e, junto com o esforço da mãe, o bebê é impulsionado para fora. Em seguida, o útero novamente se contrai e a placenta é expelida.

Às vezes, será necessária a realização de uma episiotomia, que é um cortezinho feito na região perineal para auxiliar a saída da criança sem que os tecidos perineais se rompam.

Outra técnica utilizada é a indução do parto. Se a gravidez passar de 40 semanas, ou se a gestação expõe o bebê à doença ou perigo, a indução deve ser tentada e pode ser feita através do rompimento precoce da bolsa ou com medicamentos.

Além do parto normal, o que se popularizou foi o parto humanizado, que passa pelo procedimento do parto normal, porém, sem alguns procedimentos hospitalares padrões.

De acordo com a Abramge PR/SC – Associação Brasileira de Medicina de Grupo Regional Paraná e Santa Catarina, a Organização Mundial da Saúde preconiza que do total de partos realizados num país, apenas de 5 a 15% sejam cesáreas. No Brasil, entre o público formado por mulheres com 2º grau ou superior, atendidas em hospitais privados por meio de plano de saúde, esse tipo de parto chega a 90% do número total.

Já entre as mulheres com menor escolaridade e atendidas pelo serviço público, as cesáreas giram em torno de 30%. Nos países mais desenvolvidos como Estados Unidos, por exemplo, a taxa de partos visa cesárea também não ultrapassa os 30%, analisando o público total de mulheres gestantes.

Foto: Thinkstock

 

Dr. Thomas Moscovitz – Doutor pela Faculdade de Medicina da USP. Especialista em: Ginecologia – Obstetrícia – Videolaparoscopia – Videohisteroscopia. Assistente Voluntário do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Médico Ginecologista na Granmedic.

Dr. Thomas Moscovitz escreve às segundas-feiras aqui no Universo Jatobá.

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