3. Quem tem Alzheimer não consegue compreender o que se passa ao seu redor

Saiba tudo sobre a doença de Parkinson!

por Giana Ramos

Essa última semana a mãe da Xuxa foi internada com uma infecção urinária, dona Alda Meneghel tem Mal de Parkinson há 12 anos, além de ter sofrido dois AVCs (Acidente Vascular Cerebral). Trago essa informação para a introdução da minha coluna, pois fazem alguns meses que venho percebendo um aumento nos casos de Parkinson dentro do meu ciclo de pacientes e com outros amigos fisioterapeutas que converso, ou o diagnóstico da doença tem sido mais efetivo ou realmente tem aumentando a incidência, por isso fui atrás das novidades sobre o tratamento e identificação do mal e vou expor tudo aqui para vocês.

O que é?

É uma doença degenerativa, progressiva e crônica que atinge em sua maioria pessoas acima de 60 anos, porém há casos raríssimos em que pessoas mais jovens evoluem com a doença. Ocorre por perda de neurônios no cérebro de uma região conhecida como substância negra, esse local é responsável pela síntese do neurotransmissor dopamina, cuja a diminuição provoca alterações no movimento, como: tremor, rigidez muscular, diminuição da velocidade do movimento e problemas com equilíbrio e marcha; além desses à falta da dopamina pode causar também: depressão, alterações no sono e memória.

Causas?

O que leva a degeneração da substância negra ninguém sabe ainda, há algumas teorias, que são:

  1. Predisposição genética.
  2. Uso exagerado e contínuo de medicamentos.
  3. Traumas cranianos repetitivos (lutadores de boxe).
  4. Isquemia cerebral.
  5. Frequentar ambientes tóxicos por longos períodos.

Diagnóstico?

Ainda é feito por exclusão, é pedido uma série de exames neurais, sanguíneos e hormonais para excluir outras doenças, mas o importante mesmo é a história clínica do paciente e a sintomatologia. Alguns médicos fazem o teste do medicamento e se o paciente responder ao Prolopa, então é fechado o diagnóstico.

 

Tratamento?

Não existe cura ainda para a doença de Parkinson, mas ela pode ser tratada e dar qualidade de vida para a pessoa, principalmente se o diagnóstico for feito precocemente. Vamos aos tratamentos existentes:

  1. Levodopa: medicamento que ameniza os sintomas, pois se transforma em dopamina no cérebro e supre, em partes a falta do neurotransmissor.
  2. Cirurgias: também não traz a cura, mas trata o tremor e a rigidez muscular, porém o paciente tem que tomar os medicamentos para melhorar a lentidão dos movimentos.
  3. Marcapasso cerebral: benéfico para a redução do tremor.
  4. Fisioterapia: é indispensável ao tratamento do Parkinson, os exercícios e técnicas fisioterápicas mantem a articulação saudável, a força muscular e a flexibilidade, além de auxiliar durante o caminhar e tarefas do dia a dia.
  5. Fonoaudiologia: como atinge o músculo a coordenação da fala e deglutição também ficam afetados, por isso a participação de um fono o quanto antes é necessária.
  6. Células-tronco: ainda em estudo, mas com grandes chances de fazer parte da cura da doença, a utilização de células-tronco na região da substância negra fabricou dopamina em camundongos e os manteve saudáveis durante toda a duração do estudo se tornando uma esperança para esses idosos.

Qualquer dúvida sobre esse assunto, pode encaminhar um e-mail para: gianaramos@yahoo.com.br até a próxima semana!

Dra. Giana Ramos é graduada em fisioterapia (São Camilo – SP), Especialista em ortopedia e traumatologia (Santa Casa – SP), Especialista em Docência no ensino superior (SENAC – SP). Formação em Reeducação Postural Global e Auriculoterapia – (FENAFITO – SP). Professora do curso de formação de cuidadores de idosos (SENAC – SP), empresária do Centro de Atendimento Especializado (CAESP SAÚDE), gestora do programa de qualidade de vida na terceira idade da Vila Maria Zélia – Belenzinho – SP.

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