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Os avós do rock

por Giana Ramos

Em 2007, o britânico Tim Samuels dirigiu um documentário que mostrava a situação de milhões de idosos abandonados na Grã Bretanha. O autor ficou muito chocado com a solidão dessas pessoas e, então, foi tomado por uma brilhante ideia: regravar a música My Generation, da banda The Who. Essa clássica canção faz uma crítica às pessoas que não compreende as diferenças entre as gerações e ficam dificultando essa convivência, inclusive um trecho da canção é esse: “Hope I die before I get old”, ou seja, “espero que eu morra antes de ficar velho”.

Esse é o desejo que encontro em jovens de hoje, pois acredita-se, nessa ilusão que a sociedade criou, que a velhice traz apenas solidão, diminuição da mobilidade e doenças. O próprio Tim Samuels disse uma frase muito interessante: “…um idoso abandonado, reflete a sociedade em que vivemos”.

Com auxílio da música, essa realidade está mudando para muitas pessoas. Rock, jazz, axé, samba, bossa nova, forró, MPB e todos os outros ritmos trazem benefícios para a saúde dos idosos, são esses:

Clique para ver o vídeo The Zimmers – My Generation (Não foi possível incorporar no post, pois a opção está desativada).

Se você ainda não tem o hábito de abusar das possibilidades musicais, vou dar algumas dicas ótimas para começar:

1 – Relaxamento e respiração

Um cantor precisa de uma boa caixa torácica para alcançar notas mais agudas, por isso esse exercício trabalha a respiração e auxilia no relaxamento.

Vamos trabalhar com a respiração abdominal, é bem simples: inspire pelo nariz e leve esse ar para a barriga. Então, expire e lembre-se que essa expiração deve durar pelo menos cinco segundos. Repita o processo inteiro dez vezes.

2- Criatividade e memória

Escreva em pequenos papéis várias palavras, como: AMOR, PAZ, FELICIDADE, DIA, FELIZ. Depois vá tirando cada papel e procure lembrar músicas com elas. Se não houver, invente.

Abuse dessas informações e divulgue para sua família e amigos. Vamos tentar fazer nossos idosos mais felizes para que nossa sociedade desenvolva-se por completo. Ver uma pessoa mais velha sorrir traz a mesma sensação de alegria que temos quando um bebê dá risada.

Fotos: Thinkstock

 

Dra. Giana Ramos é graduada em fisioterapia (São Camilo – SP), Especialista em ortopedia e traumatologia (Santa Casa – SP), Especialista em Docência no ensino superior (SENAC – SP). Formação em Reeducação Postural Global e Auriculoterapia – (FENAFITO – SP). Professora do curso de formação de cuidadores de idosos (SENAC – SP), empresária do Centro de Atendimento Especializado (CAESP SAÚDE), gestora do programa de qualidade de vida na terceira idade da Vila Maria Zélia – Belenzinho – SP.

Giana Ramos escreve às terças-feiras no Universo Jatobá.

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