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O QUE ACONTECE DENTRO DO CÉREBRO DE UMA PESSOA DEPRESSIVA?

por Giana Ramos

O cérebro é a estrutura mais complexa de todas as coisas que existem, tenho certeza disso. Por meio de bilhões de sinapses ocorre a comunicação entre cérebro e corpo e assim conseguimos regular nossas funções físicas e mentais, incluindo:

– Funções vitais: respirar, batimentos cardíacos, tônus muscular.

– Funções básicas: comer, dormir, instinto sexual.

– Funções supremas: pensar, lembrar, raciocinar, falar.

Para qualquer tarefa aparentemente simples, muitos neurônios e muitas partes do cérebro são usados em processos amplamente complexos. Para piorar tudo nosso os neurônios também são afetados por fatores ambientais como estresse ou medo, sendo assim as funções acabam sendo alteradas afetando a memória, coordenação motora, concentração e humor.

“A depressão é a imperfeição do amor. Para poder amar, temos que ser capazes de nos desesperarmos antes das perdas, e a depressão é o mecanismo desse desespero. Quando ela chega, destrói o individuo e finalmente ofusca sua capacidade de dar ou receber afeição. Ela é a solidão dentro de nós que se torna manifesta e destrói não apenas a conexão com o outro, mas também a capacidade de estar em paz consigo mesmo. Embora não previna contra a depressão, o amor é o que tranqüiliza a mente e a protege de si mesma.” (O demônio do meio- dia – Andrew Solomon).

Os neurotransmissores que são agentes químicos que inibem ou excitam os neurônios são os principais problemas para os depressivos. Aparentemente eles não funcionam da forma correta ou com a qualidade esperada atrapalhando o funcionamento neural causando tristeza, apatia, alterações no sono e no apetite além das manifestações físicas como dores no corpo.

São quatro neurotransmissores principais já identificados nas pessoas depressivas, são eles:

– Serotonina: é um neurotransmissor que atua no cérebro regulando o humor, sono, apetite, ritmo cardíaco, temperatura corporal, sensibilidade a dor, movimentos e as funções intelectuais. Quando ela se encontra numa baixa concentração, pode levar ao mau humor, dificuldade para dormir e vontade de comer o tempo todo, por exemplo.

– Noradrenalina: é um neurotransmissor produzido na glândula adrenal, um órgão situado acima dos rins, e funciona como um hormônio. É um neurotransmissor e hormônio ligado ao estresse, ligado ao sistema de alerta, por isso é de extrema importância para o sistema de dor. A noradrenalina aumenta os batimentos cardíacos e a pressão arterial, recruta a glicose guardada no corpo para ser utilizada, prepara o músculo para agir rapidamente e aumenta a sua contratura, aumenta o estado de alerta e também está ligada a problemas de sono.

– Dopamina:  é um neurotransmissor que, como a noradrenalina, é produzida na glândula adrenal. A dopamina tem diversas funções no cérebro, incluindo o comportamento, atividade motora, automatismos, motivação, recompensa, produção de leite, regulação do sono, humor, ansiedade, atenção, aprendizado.

– Glutamato: É um tipo de neurotransmissor. Um aminoácido simples, e age como principal neurotransmissor excitatório no SNC. Ele desempenha um papel importante na transmissão rápida (isto é, resposta rápida ao estímulo), cognição, memória, movimento e sensação.

Pronto já entendemos o que ocorre no cérebro do depressivo, na próxima semana saberemos como são feitos os diagnósticos para depressão. Até lá!

Dra. Giana Ramos é graduada em fisioterapia (São Camilo – SP), Especialista em ortopedia e traumatologia (Santa Casa – SP), Especialista em Docência no ensino superior (SENAC – SP). Formação em Reeducação Postural Global e Auriculoterapia – (FENAFITO – SP). Professora do curso de formação de cuidadores de idosos (SENAC – SP), empresária do Centro de Atendimento Especializado (CAESP SAÚDE), gestora do programa de qualidade de vida na terceira idade da Vila Maria Zélia – Belenzinho – SP.

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