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O exame deu positivo. E agora, o que fazer?

por Dr. Thomas Moscovitz

O exame deu positivo, estão todos felizes e comemorando a chegada do mais novo membro da família. Mas, durante os próximos meses, você tem a responsabilidade de cuidar de um ser em formação. As marinheiras de primeira viagem são as que mais devem se preocupar já que o período é acompanhado de superstições, mitos e verdades, algumas fundamentais para a plena saúde tanto da mãe, quanto do bebê.

Confira abaixo algumas dicas para melhor bem estar e qualidade de vida neste período.

Mulher grávida deve se alimentar por ela e pelo bebê, ou seja, comer pelos dois.

Mito: Se a gestante seguir este conselho vai acabar engordando. Ainda, vale ressaltar que gestante obesa aumenta o risco de parto prematuro, além de outras complicações como hipertensão e diabetes. A progesterona aumenta o apetite, as refeições devem ser balanceadas e sem exageros. Comer de três em três horas é importante. Ficar um longo período sem se alimentar causa náuseas.

Grávidas tendem a ficar com a pele manchada.

Verdade: Devido o aumento da liberação da melanina neste período, as futuras mamães têm maior probabilidade de ter a pele manchada pelo sol. O ideal é que usem protetor diariamente tanto no rosto quanto na barriga, onde esta proteína está mais concentrada.

Gestantes sentem mais calor.

Verdade: A ação da progesterona, o hormônio que a placenta produz, faz com que a grávida tenha um aumento da temperatura basal, que é a temperatura do corpo medida imediatamente ao acordar e antes de qualquer atividade física.

Consumir cerveja preta ajuda na produção de leite materno.

Mito: Não existe nenhum estudo científico que comprove que alguns alimentos tenham a ver com a quantidade de leite produzida pelo organismo. No entanto, o sabor do leite pode sofrer mudanças dependendo da alimentação da gestante. Atenção: bebida alcoólica não é recomendada neste período.

Mulher com azia significa que o bebê nascerá cabeludo.

Mito: A azia não tem relação alguma com a quantidade de cabelo do seu bebê. Os hormônios da gravidez tendem a atacar o estômago, proporcionando enjoo e queimação. No final da gravidez, o bebê já está grande e aperta o estômago, causando sintomas desconfortáveis, dentre eles a azia.

Sexo durante a gestação machuca o bebê.

Mito: O casal pode ter relações sexuais sem restrições durante toda a gravidez e o bebê está muito bem protegido no útero da mãe. Se a gestante tiver dores ou sangramento, deve procurar um médico. As posições da relação sexual tendem a mudar com o passar dos meses, de acordo com conforto do casal. Nos início da gestação, não há restrição. Conforme o útero vai crescendo, o casal deve procurar manter a mulher tranquila e segura, sem compressões sobre a barriga e a coluna.

O casal não pode ter relações sexuais logo após a chegada do bebê.

Verdade: Após a chegada do bebê, é fundamental que a mulher se recupere, em média, por 40 dias, tempo necessário para o corpo da mulher voltar às suas condições normais e se proteger de microorganismos e infecções.

Uma vez cesárea, sempre cesárea.

Depende: O correto é que a mulher espere pelo menos dois anos entre a cesariana e o parto normal, tempo suficiente para que a cicatriz deixada pelo parto (já que o útero é cortado e costurado) não influencie nas contrações de um parto normal. Ainda assim, mesmo que mínima, ela ainda terá chances de não conseguir ter o bebê sem ser por meio cirúrgico.

O formato da barriga tem a ver com o sexo do bebê.

Mito: A barriga é pontuda ou arredondada tem a ver com a disposição genética e anatomia da gestante e o tamanho do bebê.

Se os desejos da grávida não forem atendidos, o bebê nascerá com algum sinal.

Mito: Os desejos repentinos existem, mas eles não serem realizados não altera em nada no físico do bebê. De acordo com alguns estudos que ainda não foram concluídos, as vontades podem ter relação com as carências nutritivas do bebê, transmitidas via placenta para o cérebro da mamãe.

 

Dr. Thomas Moscovitz – Doutor pela Faculdade de Medicina da USP. Especialista em: Ginecologia – Obstetrícia – Videolaparoscopia – Videohisteroscopia. Assistente Voluntário do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Médico Ginecologista na Granmedic.

Dr. Thomas Moscovitz escreve às segundas-feiras aqui no Universo Jatobá.

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