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Métodos contraceptivos: escolha o melhor para você

por Universo Jatoba

Qual o seu método anticoncepcional? Antes de começar a tomar, você consultou o seu ginecologista? Saiba que após entender melhor como funciona cada um deles no próprio organismo, um número significativo de mulheres brasileiras mudou de opinião. É o que diz uma pesquisa publicada no Gynecological Endocrinology – periódico científico da Sociedade Internacional de Ginecologia e Endocrinologia.

“Em época de ‘Dr. Google’, é muito importante valorizarmos o ginecologista, que tem um papel fundamental no momento de orientar a paciente, dando informações sobre eficácia, modo de ação, frequência de uso, efeitos colaterais e via de administração. Essa interação realmente funciona e vai ao encontro do artigo 42 do novo Código de Ética Médica, de 2010: “É vedado ao médico: desrespeitar o direito do paciente de decidir livremente sobre método contraceptivo, devendo o médico sempre esclarecer sobre a indicação, a segurança, a reversibilidade e o risco de cada método”, explica o Dr. Nilson Roberto de Melo, diretor Científico da Febrasgo e um dos autores do estudo.

Ele ressalta que os resultados da pesquisa mostram como a informação é extremamente útil e influencia na escolha. “Como muitas delas mudaram de opinião em relação ao método, isso significa que, antes de serem aconselhadas sobre cada contraceptivo, uma parte delas estaria escolhendo um método que não era adequado. Com a ajuda do médico, a mulher deve ter seu direito de escolha respeitado, analisando riscos e benefícios de acordo com seu estilo de vida”, avalia.

Segundo o levantamento, 66% das mulheres optaram inicialmente pelo uso da pílula. Dessas, 22% mudaram de opinião após serem informadas sobre as características, vantagens e desvantagens de cada método. A escolha pelo adesivo semanal e pelo anel mensal, juntos, métodos menos convencionais, aumentou de 16% para 30% após o recebimento de informações. A principal razão para preferirem métodos não diários, como o injetável, adesivo e anel vaginal, é a menor probabilidade de esquecer, o que deixa a pílula em desvantagem.

Os resultados confirmam que, ainda assim, a pílula foi o método preferido nesta amostra de mulheres brasileiras, porém sugerem que algumas delas optam por usar a pílula porque não dispõem de informações necessárias e/ou não conhecem  as outras opções anticoncepcionais disponíveis. O estudo foi realizado por 615 ginecologistas com 9.507 mulheres, entre 18 e 49 anos, com participantes distribuídos igualmente por todo o país, no período de novembro de 2009 a março de 2010.

Com o objetivo de ajudá-las nessa decisão, o site Direito de Escolha informa sobre cada um dos métodos e também possibilita fazer a comparação entre eles.  O site também traz curiosidades sobre a saúde da mulher e os hormônios femininos e oferece um serviço, em que a internauta pode se cadastrar para receber lembretes via e-mail ou Facebook quando precisar tomar, trocar ou adquirir seu contraceptivo.

Lembrando que as informações disponíveis no site não dispensam a visita ao ginecologista.

Para saber mais, clique aqui. 

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