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Meditar é preciso. Viver não é preciso!

por Giana Ramos

Resolvi iniciar minha coluna essa semana com essa expressão famosa do escritor Fernando Pessoa, porém reescrita para o tema abordado. Vamos falar de meditação: técnicas e benefícios. Meditar parece ser algo empírico, porém é totalmente metódico e, como toda ciência, produz resultados. É uma disciplina mental pela qual tenta-se não apenas esvaziar a mente, mas colocar os pensamentos em ordem para que possamos resolvê-los. É focar com muita atenção em um único ponto, que pode ser, por exemplo, a respiração.

Com o início da meditação, cria-se no corpo alterações psiconeuroposturalendocrina, ou seja, ocorrem mudanças na mente, no cérebro, no corpo e até nos hormônios. Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo e da Universidade de Brasília estudam os benefícios da medicação para idosos e os resultados são excelentes. Ocorre uma diminuição dos hormônios do estresse e de células cancerígenas, aumenta os hormônios relacionados ao sistema imunitário, impedindo a entrada e proliferação das doenças.

Áreas do cérebro relacionadas à atenção estão totalmente alerta durante a meditação, por isso é benéfico para idosos, melhora a capacidade de raciocinar e memorizar. A meditação está mais intimamente ligada ao aumento da atenção do que com as áreas da memória. Segundo pesquisas realizadas na Unifesp, a meditação faz bem para a saúde, pois diminui a hipertensão, diabetes melitus e a depressão. Além disso, melhora o sono e a concentração. Em 2012, um grupo com 140 idosos da zona leste de São Paulo começou a praticar a meditação com intuito de tratamento e 60% disseram ter sentido os benefícios fazendo duas vezes por dia, durante 60 dias, com duração de 20 minutos.

Muito legal tudo isso, mas você ai deve estar se perguntando: como começo a meditar?

Existem diversas formas. As religiões orientais, como é o caso do budismo e do hinduísmo, usam essa técnica para encontrar a espiritualidade, mas é possível meditar sem necessariamente fazer parte de qualquer crença.

Lembre-se apenas que a espiritualidade deve ser estimulada. Vou citar três que acho mais interessantes:

O tempo de duração de cada meditação é bem relativo, você pode começar com cinco minutos, uma ou duas vezes por dia, e ir aumentando gradativamente conforme a possibilidade e a necessidade.

Por isso eu digo que meditar é preciso exige método, precisão e foco. Viver pode ser um “deixa a vida me levar”, mas também nem sempre é preciso.

Fotos: Thinkstock

 

Dra. Giana Ramos é graduada em fisioterapia (São Camilo – SP), Especialista em ortopedia e traumatologia (Santa Casa – SP), Especialista em Docência no ensino superior (SENAC – SP). Formação em Reeducação Postural Global e Auriculoterapia – (FENAFITO – SP). Professora do curso de formação de cuidadores de idosos (SENAC – SP), empresária do Centro de Atendimento Especializado (CAESP SAÚDE), gestora do programa de qualidade de vida na terceira idade da Vila Maria Zélia – Belenzinho – SP.

Giana Ramos escreve às terças-feiras no Universo Jatobá.

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