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Gravidez na quarentena. Não corra este risco

por Dr. Thomas Moscovitz

O bebê nasceu e inicia-se para a mulher uma importante trajetória pela sua recuperação saudável. O ideal é que a quarentena – ou resguardo – seja respeitada, já que o corpo, devido ao parto, está suscetível a infecções. Ainda, deve-se levar em conta o aspecto psicológico e sistema imunológico.

É fundamental você saber que o útero da mulher cresce até 50 vezes o seu tamanho normal para abrigar o bebê e precisa de um período para se recuperar. Na região onde estava a placenta, após a sua expulsão, ficam pequenas feridas que se cicatrizam neste período de 40 dias. O colo uterino, que se abre nos dias que antecedem o nascimento, precisa se fechar. Manter relações sexuais neste período pode causar graves problemas. O puerpério pode ocorrer até a sexta ou oitava semana após o parto, período em que os órgãos reprodutivos retornam ao seu estado normal.

A maioria das pessoas acredita que não existe a mínima possibilidade de gravidez logo após o parto. Engano! Após a saída do bebê, a ovulação pode voltar a ocorrer em torno do 27º dia após o parto, ou seja, um novo óvulo será liberado e aguardará a fecundação de um espermatozoide. Se não houver prevenção, existe em grande escala a possibilidade de engravidar enquanto o bebê ainda nem completou um mês de vida.

Enquanto amamenta, o hormônio prolactina, que é responsável por estimular a lactação por parte das glândulas mamárias, faz com que não haja ovulações regulares. Não havendo ovulações, não haverá óvulos disponíveis para serem fecundados e, consequentemente, não ocorrerá gravidez. Mas nem sempre é assim. Às vezes há flutuações nos valores da prolactina e pode haver uma ovulação, mesmo ocorrendo amamentação regular. Esta situação pode resultar numa gravidez não desejada. A retomada da vida sexual deve acontecer com um acompanhamento ginecológico; o médico vai dizer se as feridas cicatrizaram e se as secreções vaginais cessaram.

Portanto, as relações devem ser iniciadas de maneira lenta e progressiva. No início, é comum a sensação de ardor. Se persistir, o médico pode indicar remédios de uso local que aliviam o mal-estar.

Fique de olho e previna-se:

Diafragma: dispositivo reutilizável, não descartável, que deve ser lavado após o uso e guardado. Não tem contra indicação e não protege contra DST’s. É recomendado para utilização após 6 meses do parto.

DIU: pode ser usado após seis semanas do parto. É eficaz e não interfere na amamentação. Também não protege contra doenças sexualmente transmissíveis.

Preservativos: use a vontade. Além de proteger de uma gravidez indesejada, protege contra qualquer tipo de doença transmitida através do sexo.

Métodos hormonais: são contraindicados nas primeiras semanas após o parto. No entanto, é importante consultar um profissional, pois durante o período de lactação, a contracepção hormonal tem seu uso limitado.

 

Dr. Thomas Moscovitz – Doutor pela Faculdade de Medicina da USP. Especialista em: Ginecologia – Obstetrícia – Videolaparoscopia – Videohisteroscopia. Assistente Voluntário do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Médico Ginecologista na Granmedic.

Dr. Thomas Moscovitz escreve às segundas-feiras aqui no Universo Jatobá.

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