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Clamídia: você sabe o que é?

por Dr. Thomas Moscovitz

Apesar do nome ser desconhecido por muitos, a clamídia é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns entre todas.

Bastante comum entre os jovens, o quadro clínico é muito parecido com o da gonorreia.

A clamídia acomete homens e mulheres e possui tratamento, porém, pode acarretar graves problemas de saúde se não for descoberta em tempo e devidamente tratada, como inflamações (no caso dos homens, na próstata), epididimite, infertilidade e artrite reativa.

Causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, além de ser transmitida durante o sexo sem preservativo – seja ele anal, oral ou vaginal – esta doença pode ser congênita, o que significa que a mãe infectada provavelmente passará para o filho durante a gestação.
A clamídia é assintomática, ou seja, não possui sintomas significativos.

Após o período de três semanas que a bactéria se instala, pode ser que o indivíduo sinta alguns sintomas simples e passageiros, fazendo, muitas vezes, com que não haja procura por um médico. São eles: corrimento vaginal ou peniano, ardência ao urinar, dor abdominal, incômodo durante ou após a relação sexual ou sangramento durante a relação, dor ou secreção retal; no caso dos homens, dor nos testículos e inchaço no saco escrotal.

Uma curiosidade importante é que um em cada quatro homens com clamídia não apresentam sintomas, e somente cerca de 30% das mulheres infectadas manifestam os sinais comuns a doença.

Caso você saiba que o seu parceiro sexual está contaminado com a doença, procure imediatamente um médico para que um antibiótico de ação imediata contra a bactéria seja receitado.

Ou, caso tenha tido relações sexuais sem preservativo, solicite o teste ao seu médico, seja você homem ou mulher.

O exame para detecção de clamídia é recomendado para mulheres grávidas e pessoas que tenham tido diversos parceiros nos últimos meses.

Vale ressaltar aqui que a clamídia não pode ser contraída por meio do beijo; como citei no início do texto, jovens e adultos só contraem a bactéria durante o ato sexual sem camisinha.

Previna-se sempre.

 Dr. Thomas Moscovitz – Doutor pela Faculdade de Medicina da USP. Especialista em: Ginecologia – Obstetrícia – Videolaparoscopia – Videohisteroscopia. Assistente Voluntário do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Médico Ginecologista na Granmedic.

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