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Aprenda a forma certa de preparar e consumir chás

por Dra. Lucyanna Kalluf

Tomar um bom chá preto, verde, de ervas, flores, frutas ou raízes primariamente é um hábito ligado ao prazer, conforto e ao convívio social.

O chá é uma das bebidas mais consumidas no mundo. É uma das fontes mais ricas em flavonoides e pode ser utilizado pelas suas propriedades terapêuticas desde que se saiba quando, quanto e como utilizá-lo. Cada planta tem os seus princípios ativos respectivos fazendo com que a sua ação farmacológica dependa da correta preparação e utilização.

FORMAS DE CONSUMO

A princípio toda folha, flor, fruto, casca ou raiz das plantas não tóxicas podem entrar como ingredientes para o chá, sendo necessário estabelecer distinções entre as plantas meramente aromáticas, as medicinais e aquelas que têm as duas características.

A melhor forma é a infusão das folhas e flores. Os saquinhos normalmente têm quantidades menores do princípio ativo da planta. Use preferencialmente a erva in natura ou a erva seca.

OS INDUSTRIALIZADOS

Os de lata e de caixinha têm pequenas quantidades da erva e, muitas vezes, têm açúcar e outras substâncias que só realçam o sabor. Os princípios ativos com funções terapêuticas são menores, ou seja, a quantidade do chá e seus princípios ativos ali é pequena e, quanto menos mistura tiver, melhor o efeito benéfico  do chá .

PREPARO

O chá deve ser preparado na forma de infusão, colocando em média 1 colher de sopa cheia da erva para 1 litro de água, ou 1 colher de chá da erva para 1 xícara de água.  Deixe a erva seca na água quente de 2 a 10 minutos. Coe e beba.

Para melhorar a aceitação devido ao gosto amargo de algumas ervas, uma boa dica seria colocar uma rama de canela na preparação. O melhor horário também depende da atividade esperada. O melhor seria ingerir o chá pelo menos 1 hora após as refeições, para que não haja competição dos fatores anti-nutricionais do chá com os nutrientes vindos dos alimentos.

Considerando o hábito de ingestão de chá com leite em muitos países ocidentais e que as proteínas podem ligar-se de forma eficaz aos flavonoides, diminuindo sua absorção, o chá quando acrescido de leite, perde significativamente suas concentrações de catequina diminuindo suas ações.

Para os chás ricos em tanino, como o chá verde, deixe pouco tempo em infusão (até 3  minutos)  para que o sabor não fique tão amargo.

FUNÇÃO TERAPÊUTICA ERVAS AÇÃO
LAXATIVOS Cáscara sagrada, zimbro, hortelã,  capim cidreira e carqueja. Estimulam o peristaltismo e a motilidade, aumentando a frequência evacuatória. 
DIGESTIVOS Hortelã, camomila, sálvia, alecrim, anis estrelado, espinheira santa, dente–de- leão, erva-doce, alfavaca, angélica, coentro, poejo, cravo da índia, cominho, cardomomo, coentro, menta, gengibre e alho (bulbo). 

 

Favorecem uma melhor digestão e diminuem a formação de gases estomacais ou intestinais. 
 

 

HEPATOPROTETORES

 

 

Boldo, funcho, genciana, carqueja, cardo mariano, alcachofra e hortelã. Ação benéfica sobre o fígado. Aumenta a secreção biliar.
DIURÉTICOS Cavalinha, carqueja, bardana (raiz), cabelo de milho, chapéu-de-couro, dente-de-leão e alfafa.  Aumentam a excreção  de toxinas pela urina e diminui o inchaço. 
CALMANTES Capim cidreira, maracujá, hortelã, tília, melissa, angélica, folha de alface e camomila.  Exercem função calmante sobre o sistema nervoso e induzem ao relaxamento e ao sono. 
ANTIOXIDANTES ANTIINFLAMATÓRIOS E ANTIENVELHECIMENTO Produzidos a partir de folhas da Camellia sinensis, chá verde, chá branco e chá vermelho. Ricos em polifenóis e catequinas, mostrando um importante efeito antioxidante; diminui a formação de radicais livres; diminui a absorção da gordura e tem efeito termogênico (utilização da gordura como fonte de energia).

 

Dra. Lucyanna Kalluf é graduada em  Nutrição e  Farmácia e Bioquímica (PUC –PR). Mestre em Medicina Interna – Depto. de Clínica Médica Universidade Federal do Paraná (UFPR). Especialista em Farmacognosia- Ciências Farmacêuticas/UFPR. Especialização em Nutrição Clínica Funcional.  Formação em Antroposofia na Saúde  – ABMA-SP. Nutricionista colaboradora da Resolução n.402/2007  do Conselho Federal de Nutricionistas, que regulamenta a prescrição fitoterápica pelo nutricionista. Autora do livro “Fitoterapia Funcional: dos princípios  ativos à prescrição dos fitoterápicos”. Professora de cursos de Pós-graduação e de extensão em todo país e Diretora da Natunutry Núcleo Nutrição e Clínica Personalizada em São Paulo.

Lucyanna escreve às quartas-feiras aqui no Universo Jatobá.

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