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Sabedoria: a maneira de escolher um mestre para toda a vida

por Debora Ganc

Na escola primária, tínhamos um professor diferente a cada ano. Mal nos acostumávamos com um professor passávamos de ano e tínhamos um novo. Porém, como adultos precisamos de outra abordagem. O ideal seria encontrar um mentor para seguir por toda a vida.

Como encontrar o mentor certo?

Não deixe por menos, busque com inteligência, consiga referências, verifique as credenciais. Observe se essa pessoa vive honesta e conscientemente o seu conhecimento. Teste a sua sabedoria com perguntas. Descubra quem são os mentores  dele. Assegure-se que esta pessoa é respeitada.

Sentimos que encontramos um bom mentor  quando desenvolvemos com ele um sentido de confiança e comunicação muito fortes. É sempre difícil engolir as críticas, mas fica bem mais fácil quando elas vêm de alguém que confiamos, alguém que tem visão e sabedoria, alguém em quem acreditamos estar ali para nosso próprio bem, alguém que nos compreende, que conhece nosso passado e nossa família.

Acima de tudo, assegure-se que seu mentor está disponível para você, pois de nada adianta ter o melhor mentor do mundo se não puder falar com ele quando precisar.

Enquanto não encontra a pessoa certa, aceite um “mentor provisório” para poder trocar ideias de forma responsável.

A Bíblia nos conta que o Rei Salomão era a pessoa mais sábia da terra no seu tempo, mesmo assim ele também tinha um mentor. Enquanto esse mentor estava vivo, o Rei nunca cometeu um erro, mas depois de sua morte começou a errar.

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Mesmo se você escolher alguém um pouco “menos sábio” do que você mesmo, ainda assim, vale a pena pois a troca de ideias é crucial. Fique atento e não desista até encontrar a pessoa certa.

Como seres humanos temos a tendência de nos agarrarmos àquilo que “sabemos” e defender nossas posições. A sabedoria requer mudança, sair da zona de conforto. Com frequência, para evitar a dor, acabamos evitando também a sabedoria. Resista a esta tentação.

Ao escolher um mentor, escolha alguém que irá desafiá-lo e encorajá-lo a se tornar uma pessoa melhor, maiúscula. Nunca escolha alguém que lhe permita continuar com suas fraquezas  e preconceitos.

Seja leal com seu mentor para não sair decepcionado a cada vez que ele sugerir algo que você não gosta ou concorda. Quando temos um bom médico confiamos na suas opiniões. Se você tem um bom mentor, confie nele e não saia em busca de respostas mais prazerosas. Peça a ele que lhe aponte quando estiver fazendo algo errado e prometa ser rigoroso na sua  atenção. Assuma este compromisso. Mesmo quando discordar respeite seu mestre.

Isso não quer dizer que deve segui-lo cegamente. Não precisa concordar com ele, mas tem a obrigação de ouvir e tentar entender a sua posição.

Vocês podem trabalhar o assunto juntos, descubram quem está cometendo um erro. Peça a ele para convence-lo do contrário ou concordar com seu ponto de vista.

Ter um mentor é muito poderoso, pois muitas vezes a sua mensagem consegue penetrar no nosso muro de defesa para nos  ajudar a evitar  alguns erros bem feios.

Além do que, nós seres humanos somos subjetivos quando tratamos de nós mesmos. Costumamos torcer a realidade e não nos enxergamos. Um mentor fará uma análise objetiva e irá reduzir nossa capacidade de racionalizar. Iremos nos sentir  mais responsáveis  e se pensarmos no que ele faria nesta situação?

Isso já será de grande ajuda.

Comece perguntando a três pessoas diferentes: 

O que você me recomenda fazer nesta situação?

Busque um conselho e, quando não concordar com a resposta, argumente com respeito, mas deixe um espaço para ouvir o ponto de vista da outra pessoa.

Tente!

Fotos: Thinkstock

 

Debora Ganc é Terapeuta Sistêmica, Constelações Familiares, Constelações Empresariais. Gestalt e Programação Neurolinguística.

Debora Ganc escreve às quartas-feiras aqui no Universo Jatobá.

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