Procrastinação

por Debora Ganc

Quem nunca deixou algo para fazer depois? Procrastinação, o eterno “adiar” é um meio de sabotar a si mesmo das tarefas importantes do dia-dia. A procrastinação é um comportamento mundial. O que varia será sempre a frequência com que isso ocorre.

Para cada padrão da procrastinação, existe uma necessidade interior. Existe algo dentro do procrastinador que precisa das desculpas, sabotagens, manipulações para continuar procrastinando.

Porém a procrastinação nada tem a ver com força de vontade ou disciplina, pois se trata de um sintoma e é inútil tentar eliminar os sintomas sem procurar as causas.

A psicologia ensina que os medos, a baixa autoestima e muitos outros sentimentos, levam a pessoa a ter pensamentos negativos, fazem com que os afazeres sejam adiados…adiados…adiados.

Mas não adianta culpar a mente. Muitas vezes agimos assim sem saber o porquê? Ou para que?

Como reverter esta situação?

Nas CONSTELACÕES FAMILIARES temos a oportunidade de olhar para a procrastinação sob o ponto de vista sistêmico.

Para compreendermos melhor vou descrever o seu funcionamento.

A pessoa traz uma questão.

O terapeuta pede ao paciente que escolha pessoas do grupo para representar determinadas figuras.

Os representantes escolhidos passam a se sentir como as pessoas que estão representando, mesmo sem conhecê-las e mesmo sem ter nenhuma informação sobre elas. Às vezes até falam com a mesma voz e sentem os seus mesmos sintomas.

Este fenômeno não pode ser compreendido com os conceitos tradicionais. A explicação que mais se aproxima é que os representantes entram em outro campo. Rupert Sheldrake o nomeou “campo morfogenético”.

Neste campo os fatos que aconteceram anteriormente em um grupo e os sentimentos que os liga estão armazenados em sua memoria coletiva.

Mas este grupo também possui uma consciência coletiva que lhe diz o que tem que fazer ou deixar de fazer para garantir a sua permanência e a de sua família neste campo.

Em suma, a terapia consiste em representar o outro e, com isso, oferecer novo olhar sobre a problemática.

Através da CONSTELAÇÃO podemos ver:

– A origem do problema.

Qual ORDEM DO AMOR foi ferida ou ignorada.

– Como podemos voltar a colocar ordem nesta desordem.

– Do que o cliente deve desistir ou abandonar.

– Quem foi esquecido.

– A quem deve ser dado um lugar neste sistema.

– A quem a pessoa está sendo fiel ao procrastinar.

Por exemplo, pode acontecer de vir à luz que o cliente está em sintonia com uma pessoa do passado, apesar de não saber nada sobre ela, o cliente está atuando sobre as suas emoções para honrar este antepassado.

Através das CONSTELACÕES FAMILIARES podemos elucidar o emaranhado, desfazer o nó, deixar que o amor volte a fluir dentro deste sistema e, assim, facilitar a possibilidade de uma solução sistêmica.

Qual é o resultado?

Tanto quem procura ajuda, quanto o terapeuta, os dois olham juntos para uma mesma direção. Olham com o amor, com esse amor espiritual que tudo completa, porque vai em busca do que foi separado. O novo olhar sobre o Todo supera este passado.

 

Debora Ganc é Terapeuta Sistêmica, Constelações Familiares, Constelações Empresariais. Gestalt e Programação Neurolinguística.

Debora Ganc escreve às quartas-feiras aqui no Universo Jatobá.

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