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Perda de tempo ou oportunidade?

por Debora Ganc

Sinto muita falta de uma amiga querida que mora em São Paulo (moro perto do Embú), sempre queremos nos encontrar, mas não conseguimos. Finalmente, acertamos as nossas agendas e marcamos de nos encontrar em um café.

Como já mencionei, moro perto do Embú e, para ir a São Paulo, preciso pegar o Rodoanel e depois uma estrada, além do tráfego imprevisível da cidade. Então, me organizei para chegar mais cedo e ter lugar para estacionar sem stress. Estava ansiosa para encontrá-la, fazia tempo que não nos víamos.

Era uma tarde de sol gostoso, então decidi sentar em uma das mesas da calçada. Pedi um café e esperei a minha amiga chegar. Estava desfrutando do sol e da brisa da tarde quando recebi uma mensagem da minha amiga no celular: “Cheguei!”.

Olhei em volta e não a vi. Deve estar estacionando, pensei.

Depois de esperar mais 5 minutos, mandei uma mensagem de volta: “Onde você está exatamente?”.

Depois da troca de mais mensagens percebemos que ela havia ido ao Café de outro endereço. Imediatamente minha amiga se desculpou e me pediu para esperá-la que iria ao meu encontro em poucos minutos.

Bem, vocês conhecem o trânsito de São Paulo, nada fica a uma distância de “poucos minutos” de carro.

Minha primeira reação foi ficar chateada. Comecei um diálogo interno mais ou menos assim: “Que perda de tempo!”.

Tenho milhões de coisas para fazer em casa… Será que ela não leu o e-mail corretamente? E assim por diante…

Mas aí me dei conta de que tenho me sentido sufocada de tanto trabalho e que tenho sonhado com férias. E como era o meu sonho de férias?

Era sentar ao sol, perto de alguma praia ou lago, tomando um chocolate quente e sem nada para fazer…

Apesar de faltar a praia ou o lago e o resto do meu dia estar cheio de compromissos, naquele momento eu estava tendo a possibilidade de desfrutar um pouco das minhas sonhadas férias. Eu estava sentada ao sol da tarde, relaxada e tomando café.

Minha frustração inicial deu lugar a um sentimento de gratidão. Na realidade, eu havia ganhado de presente a experiência de umas mini férias.

Quando minha amiga chegou quase que não a recebo bem por ter interrompido aqueles momentos de estar comigo mesma sem ter nada para fazer a não ser sentir o calor do sol, tomar o café e relaxar no silêncio.

Também me senti muito grata por ter transformado um momento potencialmente frustrante em uma experiência positiva. Para minha surpresa, foi bem fácil fazê-lo.

Aprendi que minhas atitudes podem ser mudadas com muito pouco esforço. Espero ser capaz em fazê-lo novamente em outras situações complicadas. Desta vez, fui capaz de ser a beneficiária da distração de minha amiga e, em vez de ser “a vítima”, pude desfrutar do momento.

Para tanto, só precisei olhar para o que estava acontecendo sob uma nova perspectiva.

 

Debora Ganc é Terapeuta Sistêmica, Constelações Familiares, Constelações Empresariais. Gestalt e Programação Neurolinguística.

Debora Ganc escreve às quartas-feiras aqui no Universo Jatobá.

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