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O que as músicas dos Rolling Stones têm a dizer sobre a vida– Parte 1

por Debora Ganc

Na minha adolescência, os Rolling Stones eram a banda do momento. Nós os ouvíamos no rádio e dançávamos felizes. De repente, um amigo trouxe um disco compacto de Londres, foi uma sensação. Anos mais tarde, finalmente, chegaram os primeiros LPs e juntávamos nossas mesadas para poder comprá-los. Lembro-me que, já adulta e casada, eles vieram ao Rio para um show ao vivo, acho que era o primeiro do tipo. Maracanã lotado e nós no meio da festa!

Tudo isso me vem à memória agora que minha neta descobriu a minha coleção de LPs e não para de ouvi-los.

Os Rolling Stones são a maior banda do mundo e também a mais antiga.

Ao ouvir novamente suas músicas, agora com o ouvido adulto, percebo que não são apenas músicos talentosos, são artistas com uma percepção social aguda.

As suas letras contêm mensagens de esperança, desespero, várias críticas e comentários a respeito de nossa vida contemporânea.

Selecionei 5 letras que acho impactantes.

 1 – (I Can’t Get No) Satisfaction

Sei que é uma escolha óbvia, mas não deixa de ser uma lição poderosa.

“Quando estou dirigindo meu carro, e ouço o locutor do rádio, e ele fala mais e mais, sobre alguma informação desimportante, com a intenção de incendiar a minha imaginação.” (tradução livre)

De acordo com os Stones, existe uma campanha óbvia enaltecendo o consumismo e nos convencendo de que não podemos ser seres satisfeitos. Nunca. O que temos nunca é suficiente. Sempre queremos mais, precisamos mais.

E se você não quiser mais, aquele locutor do rádio irá convencê-lo de que você quer, mas, como os Stones dizem, isso tudo não tem sentido.

Quem é rico?

Segundo o Talmude* a pessoa rica é aquela que está feliz com o que tem.

Não consegue se sentir satisfeito? Aprecie o que tem. Não deixe que a sua felicidade dependa de coisas externas. Elas estão além de nosso controle.

Somos responsáveis por nossa felicidade, podemos decidir ficar satisfeitos com o que temos.

Cabe a nós reconhecer a verdadeira riqueza que todos possuímos,  não precisamos “comprar” mais coisas.

2 – You Can’t Always Get What You Want

“Nem sempre conseguimos o que queremos” (tradução livre)

É verdade, mas, às vezes, se tentarmos, conseguimos o que precisamos.

Tem vezes que não temos o controle da situação, os acontecimentos se desenrolam à nossa volta sem que tenhamos a possibilidade de qualquer ação.

Daí fazer o que?

Podemos nos queixar, ter dor de barriga, ficar chateados. Podemos ficar aborrecidos porque nada está acontecendo do jeito desejado.

Ou podemos ouvir a mensagem do Stones:

“Nem sempre conseguimos o que queremos, e daí? Deus nos dá o que precisamos.” (tradução livre)

Vamos imaginar um treinador de um time de futebol. Se for bom, irá exigir que seu time treine até doer. Irá trabalhar duro e o time irá odiá-lo por isso. Ninguém quer treinar pesado, mas o time obedece e treina. Então, quando surgem os gols durante a partida, quando o time vence, quando tem sucesso além do imaginado, todo o time fica grato ao treinador por ter exigido o máximo deles.

Assim também é conosco. Às vezes precisamos fazer coisas que não queremos, que não são prazerosas, mas são exatamente essas atitudes que nos transformam nas pessoas que somos hoje.

Na semana que vem trago mais exemplos.

Foto: Thinkstock

 

Debora Ganc é Terapeuta Sistêmica, Constelações Familiares, Constelações Empresariais. Gestalt e Programação Neurolinguística. www.terapiasistemica.com.br

Debora Ganc escreve às quartas-feiras aqui no Universo Jatobá.

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