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O Oscar de melhor ator coadjuvante vai para… Você!

por Debora Ganc

No último domingo, foi a entrega do 85º Prêmio da Academia de Cinema, o Oscar. Para Hollywood, esta é a noite mais importante do ano. Milhões de pessoas por todo o mundo ficaram grudados às suas TVs para descobrir aqueles que seriam escolhidos para receber o tão cobiçado troféu.

De início, a Academia premiava apenas o melhor ator e a melhor atriz. Somente na década seguinte da sua criação é que a indústria do cinema decidiu incluir na premiação o Oscar de melhor ator e atriz coadjuvante.

Isso me fez pensar na força deste prêmio.

Dizem que maturidade é a época em que conseguimos conciliar nossos sonhos grandiosos com nossas reais limitações. Durante o crescimento, tivemos que desistir de alguns desejos de autoimagem criados por nossa imaginação.

Na infância, adoramos os astros do futebol, os astronautas, os bombeiros, os campeões de tênis, de basquete, os ganhadores de medalhas olímpicas… Em algum momento, nos damos conta de que dificilmente seremos iguais ao Pelé ou ao Ayrton Senna. Mesmo que nossos heróis mudem da modalidade esportiva para a música, a escrita ou a arquitetura, nunca seremos Mozart, Sheakespare ou Oscar Niemayer. Chega o momento em que temos que encarar a realidade de que estamos bem longe do nível destes mestres.

É lógico que podemos ter aspirações para sermos como eles, mas, com a passagem dos anos, percebemos que é muito difícil chegar a este ponto de perfeição. A verdade é que existem pessoas melhores do que nós.

Dentro desta humilde percepção existe a clareza de que, apesar disso, todos nós temos uma missão a ser cumprida aqui na terra, e não necessariamente temos que exercer o papel principal.

Talvez estejamos aqui para valorizarmos aquilo que somos e como somos. Talvez mereçamos o Oscar Divino se usarmos nossos talentos em um papel coadjuvante que, por si só, pode ser tão importante quanto.

Nossa missão aqui na terra é descobrir nosso real papel, sem dar importância as convenções sociais. Sem medir, sem se importar com o tamanho de nossa tarefa. Como pais, amigos, profissionais, trabalhadores dedicados. Como alguém que pode trazer alegria aos outros ou alguém que pode estar a serviço e servir como fonte de bênçãos em sua comunidade.

O Talmud* ensina que “Deus criou o ser humano para ser seu parceiro na criação”.
Deus deixou o mundo inacabado para que a humanidade possa fazer seu papel no seu aperfeiçoamento.

Cada um de nós está aqui por um motivo, um propósito e tem um papel crucial no enredo divino.

Quando atuamos como atores coadjuvantes, trazendo à tona nossas melhores habilidades, podemos nos sentir satisfeitos por saber que, quando recebermos o Oscar Divino, seremos merecedores.

Talmud* – Livro sagrado do judaísmo que define e dá forma ao judaísmo, alicerçando todas as leis e rituais judaicos.

Como o objetivo primordial do Talmud é essa busca da verdade, esta obra é praticamente toda estruturada em perguntas e respostas. Talvez seja o único livro sagrado no mundo que não apenas permite, mas estimula os que o estudam a questioná-lo.

Fotos: Thinkstock

 

Debora Ganc é Terapeuta Sistêmica, Constelações Familiares, Constelações Empresariais. Gestalt e Programação Neurolinguística. www.terapiasistemica.com.br

Debora Ganc escreve às quartas-feiras aqui no Universo Jatobá.

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