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"Normose" (ou a doença de ser normal)

por Debora Ganc

Todo mundo quer fazer parte e parece que para isso precisa se encaixar num padrão.

Só que o padrão proposto não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito “normal” é magro, alto, alegre, belo, sociável e bem sucedido. Tem que ter o carro do ano, as roupas e os sapatos de grife além, é claro, das gravatas, que quanto mais caras “mais bonitas”. Bebe socialmente, está de bem com a vida e não pode parecer, de forma alguma, que está passando por algum tipo de problema. A mulher “normal” precisa de tudo isso e mais, precisa ser uma profissional excepcional, uma mãe presente, uma esposa fantástica e companheira. Precisa ter um corpo escultural, um cabelo impecável, dentes alinhados e brancos, um sorriso sempre pronto, não importando o que lhe vai na alma. Além de tudo isso, precisa ter “aquela bolsa”, o vestido daquela grife…como as artistas que posam para a revista Caras.

A pergunta que me faço é: quem espera o quê de nós? Quem são esses ditadores de comportamento que “exercem” tanto poder sobre nossas vidas?

Na realidade, não tem ninguém batendo à sua porta exigindo que você seja assim ou assado.

A exigência vem de uma sociedade abstrata retratada por modelos de comportamento que são amplamente divulgados nas revistas, nos jornais, na TV e pela internet.

A normose  não é brincadeira.

Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer ser o que não se precisa ser.

Você precisa de quantos pares de sapatos? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar? Como poderíamos aliviar os sintomas desta doença? Penso que um pouco de amor próprio bastaria.

Pare um minute e avalie:

Quais são as pessoas que você mais admira? de verdade!

Tenho certeza que não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo.

Cada um pode criar o seu “normal” e depois  jogar fora a fórmula, não precisa patentear nem passar adiante. Porque o normal de cada um tem que ser original. Só seu! As ilusões e desejos dos outros não são os seus, você é único!

Olhe-se honestamente e perceba se você tem algum destes sintomas que descrevi acima. Se tiver algum, tente remover esses obstáculos mentais e emocionais. Acredite: é possível ser mais autêntico e feliz!

Podemos viver de forma mais íntegra, simples e sincera.

Para mim essa é a verdadeira normalidade, sem precisar colocar máscaras ou simular situações.

Se você estiver sofrendo, deixe que isso transpareça nos seus gestos, no seu rosto. Por outro lado se estiver sorrindo, sorria com a alma iluminada. Os seus amigos agradecem.

baseado em texto de Friedrich Nietzsche

 

Debora Ganc é Terapeuta Sistêmica, Constelações Familiares, Constelações Empresariais. Gestalt e Programação Neurolinguística.

Debora Ganc escreve às quartas-feiras aqui no Universo Jatobá.

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