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Do que precisamos para sermos felizes? – Parte 1

por Debora Ganc

A sociedade nos propõe um certo número de bens que podem suprir as nossas necessidades básicas como comida, moradia, segurança. As necessidades afetivas como amor, ternura. As do conhecimento como a busca da verdade, a habilidade de reconhecer o sentido da vida e, finalmente, a da liberdade das escolhas, religiosa, da palavra, do movimento.

Não somos apenas seres de necessidades, pois podemos ter tudo e ainda assim estar insatisfeitos. Sempre querendo e procurando por mais. É uma via sem fim.

Desejamos a vida eterna, mas o que temos é uma vida para ser experimentada e vivida durante esta vida. Desejamos o amor incondicional, sem limites, durável, mas as nossas relações são frágeis. Muitas vezes o que amamos no outro são as nossas imagens que projetamos nele.

Como amar o outro quando este traiu a imagem que nos ligava? Como perdoá-lo por tal ousadia? Perdoar não é ser complacente. O verdadeiro perdão vem do interior e vem quando estamos bem, quando estamos no ponto em que tocamos algo que chamo de amor bem aventurado.

Neste ponto há um EU maior, mais amante, mais vital, menos mortal, menos infeliz. Um ser bem aventurado que vive e que ama em nós.

Proponho que deixemos viver em nós aquele que ama. Amar a fonte do nosso ser. Tocar alguém com a mão daquele que ama.

O melhor presente que podemos dar aos nossos filhos, à sociedade e ao planeta é viver de uma maneira mais feliz, mais próximos daquele que ama em nós. Isso não é pouco, é muito! Pois se nós estamos em paz, há pelo menos um lugar na terra onde existe paz! E ao contrário do que diz o dito popular, uma andorinha, sim, faz o verão e, no nosso caso, a felicidade que a paz nos traz.

 

Debora Ganc é Terapeuta Sistêmica, Constelações Familiares, Constelações Empresariais. Gestalt e Programação Neurolinguística.

Debora Ganc escreve às quartas-feiras aqui no Universo Jatobá.

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