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Pais e mães de meninos – uma carta para o futuro

por Giuliana Baretta

Hoje, muitas mulheres me procuram para tratar algumas questões de seus relacionamentos, se desenvolver em aspectos comportamentais e sentimentais e percebo uma influencia forte consequência do comportamento e postura em virtude dos homens.

Então quero direcionar esse texto para os homens as mulheres, futuros pais de meninos. Precisamos reinventar a educação deles. Deixando o machismo de lado, precisamos parar com a super proteção dos meninos, pararmos de decidir tudo por eles, incentivá-los a enfrentar seus medos, seus sentimentos e principalmente o mundo.

Por todos os aspectos sociais, práticas, instituições e valores que foram construídos há muito tempo e que têm sido revistos, desde a década de 1960, graças ao surgimento e expansão dos movimentos sociais, especialmente o movimento feminista e o de mulheres, estamos criando as meninas de maneiras diferentes. Criamos para que elas assumam e defendam seu espaço na sociedade, incentivamos para que elas sejam independentes, ensinamos a ter equilíbrio emocional para tratar com os sentimentos e situações e a encarar as pressões da vida … exatamente o que notamos em falta nos homens atuais.

Criamos mulheres destemidas, mas deixamos os homens passivos. E quando essas pessoas se encontram em um relacionamento, temos um abismo de compreensão. São mulheres muito mais decididas em relação a seus sentimentos, com consciência do que desejam conquistar, enquanto os homens, não sabendo lidar com suas emoções, inseguros com suas decisões, com dificuldade para expressar seus sentimentos e principalmente dificuldade sob pressão.

Essas dificuldades de relacionamento pessoal, social e emocional como predominantemente autocriadas e decorrentes de crenças, interpretações e avaliações do que acontece na vida. São mantidas crenças sobre si mesmo, os outros e o ambiente, e essas crenças podem influenciar pensamentos, emoções e comportamentos.

As mulheres são educadas para cuidar mais dos outros e menos de si, naturalmente estão acostumadas a amparar o companheiro ou a pessoa com que está se relacionando, então, muitas vezes acolhemos o companheiro, quando na verdade deveríamos resolver junto a eles as questões.

Obviamente não é generalizando e muito longe de querer rotular, são observações captadas do meio atual, indiferente do núcleo, idade ou classe social.

Criações em condições igualitárias, vão muito além de que tipos de brinquedo poderão ou não poderão brincar, quais cores de roupa usarão, o mais importante é a filosofia e os valores que estamos passando para eles, o quanto somos incentivadores ou desencorajadores dos nossos filhos. O aprendizado destes valores, desde cedo, aumentarão as chances de eles fazerem parte de sua personalidade e de sua formação psicossocial.

Os homens de amanhã serão o que aprenderem hoje, ainda crianças. O que estamos ensinando a nossos filhos? Crie meninos para serem os homens com quem você gostaria de conviver.

Giuliana Baretta formou-se bacharel em Administração (Mackenzie). Sempre se considerou uma incentivadora e busca provocar nas pessoas autoconhecimento, equilíbrio e expansão emocional. Formou-se pela Sociedade Brasileira de Coaching, em São Paulo, tornando-se uma Pessoal & Professional Coach. Antes de se dedicar exclusivamente ao Coaching e ao Empreendedorismo, atuou no mundo corporativo, na área de Desenvolvimento Humano, tanto em empresas nacionais como em multinacionais. Com interesse em desenvolver o ser humano em sua forma integral, foca sua atuação em desmistificar crenças limitantes e paradigmas que impactam a forma das pessoas verem o mundo e a si mesmo.

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